Economia

Cobrança insuficiente para os investimentos

A Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE) arrecadou, durante o ano passado, 700 milhões de kwanzas no Namibe, com a cobrança do fornecimento de energia eléctrica, diante de uma dívida acumulada de consumidores que, até 2019, era de 1.800 milhões de kwanzas, revelou o director provincial.

08/03/2020  Última atualização 10H48
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Em declarações ao “Ventos do Sul”, uma publicação afecta às Edições Novembro, Alain Roberto Nsingi lamentou o comportamento “negativo” de clientes que não pagam o consumo, o que situa a cobrança em 70 por cento do total dos fornecimentos, com o que 30 por cento se constitui em “furto”.

Uma das políticas da empresa tem sido a negociação da dívida, com a ENDE a convidar os clientes devedores a parcelarem os pagamentos, pelo que foi criada uma área que responde pela gestão da dívida, sublinhou o responsável da empresa.
O director considerou o valor em dívida relevante para os investimentos ligados à estabilização do fornecimento de energia, para o que são necessárias somas avultadas. “Estamos numa fase em que não temos dinheiro suficiente para fazer investimentos”, declarou.
Os investimento são necessários para absorver os fluxos acrescidos de energia previstos com a interligação do Huambo, Huíla e Namibe à rede nacional.
Alain Roberto Nsingi afirmou que a ENDE tem 30 mil clientes no Namibe, onde fornece aos municípios de Moçâmedes (que absorve 27 megawatts), Bibala e Tômbwa.

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