Economia

Cobertura agrícola cresce 2,3 por cento em duas épocas

Hélder Jeremias

Jornalista

As fileiras de cereais, raízes, tubérculos, fruteiras, hortícolas, leguminosas e oleaginosas registaram no ano agrícola 2016-2017 a 2020-2021 uma variação entre -0,03 a 4,33 por cento de produção representando um crescimento de 2,3 por cento.

13/08/2022  Última atualização 07H35
© Fotografia por: DR

O relatório do Ministério da Agricultura e Pescas, sobre "O Pape dos Agentes Económicos da Agricultura, Pesca e Actividades Conexas em Angola na Cadeia do Comércio Internacional”, aponta como um dos principais entraves o facto de os agentes agropecuários e das pescas ainda serem fortemente dependentes de factores de produção importados.

De acordo com o relatório, durante a campanha agrícola 2020/2021 foram disponibilizadas no mercado nacional 3, 5 mil toneladas de milho, correspondentes a 84 por cento da distribuição total, num período em que o país produziu 2,9 mil toneladas das quais 701,8 toneladas foram exportadas.

A produção nacional de arroz neste mesmo período cifrou-se em 10,5 mil toneladas, quando o mercado necessitava de 1,1 milhões de toneladas.

Foram disponibilizadas, igualmente, 121,4 mil toneladas de trigo correspondentes a 819 por cento da distribuição total.

Neste período a produção nacional atingiu 8.100 toneladas, quando as necessidades nacionais situavam-se em 653. 1 toneladas, com uma quota de importação de 531. 715 toneladas, representando um défice de  81 por cento.

Exportação de café

Cerca de mil 662 toneladas de café foram exportados durante o ano de 2020, segundo um documento do Instituto Nacional do Café (INCA) que aponta Portugal, Espanha e Líbano como os principais destinos.

O documento sublinha que o país foi, na década dos anos 70, o terceiro maior produtor mundial de café. Em 1973 o país produziu um total de 230 mil toneladas de café (até 1975 representou o 1º produto da exportação angolana).

Quanto à actividade pesqueira, o documento sublinha que a principal actividade de pesca nas águas angolanas são a pesca artesanal, semi industrial e industrial, cujas concessões são feitas mediante actos administrativos do Ministério de tutela, segundo o regulamento de concessão de direitos de pescas e licenciamento.

A pesca industrial representa 60 por cento das capturas para o mercado nacional e não só.

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