Economia

CMC convida sector empresarial a investir no mercado de acções

Pedro Peterson

Jornalista

As empresas de auditoria e as entidades interessadas em emitir acções e obrigações no mercado de capitais foram convidadas a registarem-se junto da Comissão de Mercado de Capitais (CMC), com o objectivo de elevar o nível de relato financeiro dos intervenientes nesse segmento.

18/11/2020  Última atualização 11H33
Regulador quer mais envolvimento dos agentes económicos © Fotografia por: DR
O convite foi formulado pela presidente da CMC, Maria Baptista, no encerramento do nono Fórum de Economia e Finanças da Associação de Bancos Angolanos (ABANC), realizado no último fim-de-semana, na capital Luanda.
Maria Baptista convidou ainda os diferentes players do mercado a registar as agências de notação de risco nacional junto da CMC para que sejam os pioneiros neste segmento.

"Convidamos a experimentar este segmento como alternativa ao financiamento bancário, garantindo que o ingresso ao mercado de capitais implicará aos intervenientes não só um elevado padrão de governação e relato financeiro, mas ao mesmo tempo trará altos níveis de reputação e imagem para as instituições e para o sistema financeiro”, sustentou.

Segundo Maria Baptista, nesse particular e excepcional momento económico que Angola e o mundo atravessam, se afigura como sendo propício para despertar as autoridades de supervisão a reflexão face aos desafios, que exigem acções concretas. Tal medida visa garantir que os mercados financeiros prossigam em financiar a economia real, preservando ao mesmo tempo e a estabilidade financeira.

Maria Baptista disse que os sectores Bancário, Mercado de Capitais e de Seguros desempenham uma função fundamental no que diz respeito a mitigação dos efeitos negativos da actual situação económica.
Segundo a responsável, o processo de regulação e supervisão tem o propósito de garantir a estabilidade, a solidez, a eficiência no funcionamento do Sistema Financeiro, tendo como fim último a prevenção do risco sistémico.

"Considerando que as instituições financeiras bancárias se encontram expostas a diversos riscos, nomeadamente, de liquidez, de mercado, de crédito, operacional e de compliance, bem como as associadas às tecnologias de informação e às fraudes, as instituições devem adoptar mecanismos de controlo alinhados às melhores práticas observadas internacionalmente”, disse.

No que concerne às entidades reguladoras e de supervisão, a gestora assegura que a implementação de regras e processos de supervisão equivalente aos aplicáveis a nível internacional, é um processo irreversível, tendo em conta que contribuirá para que o Sistema Financeiro Nacional seja mais sólido, seguro e sustentável.

Afirma que isso permitirá uma aproximação mais expressiva das instituições financeiras a nível mundial com Angola, facto crucial nas relações entre as instituições nacionais e internacionais.
Sustenta que, o Acordo de Basileia III veio introduzir novas propostas para reforçar a resiliência bancária e o quadro regulatório.

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