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Civis apoiam militares em Bamako

Milhares de simpatizantes do movimento de oposição M5 do Mali manifestaram-se, ontem, numa praça central de Bamako, para comemorar o lançamento dos protestos em massa no ano passado, que culminaram na destituição do então Presidente Ibrahim Boubacar Keita e para reiterar apoio ao novo homem forte do país, o coronel Assimi Goita, revelou a AFP.

06/06/2021  Última atualização 06H40
Milhares de simpatizantes do movimento de oposição M5 © Fotografia por: DR
A manifestação surgiu depois de o coronel Assimi Goita ter destituído, a 24 de Maio, o Presidente interino e o Primeiro-Ministro, protagonizando o segundo golpe de Estado em nove meses.
A França anunciou, na sexta-feira, a suspensão das operações militares conjuntas com as forças do Mali e parou de fornecer aconselhamento militar. O antigo país colonizador tem milhares de soldados estacionados no Sahel para ajudar a combater a violência jihadista que eclodiu no Mali em 2012 e que agora ameaça toda a região.

O Ministério da Defesa de França disse que suspender a sua cooperação militar era uma "medida conservadora e temporária”, pendente de "garantias” de que os militares realizarão eleições em Fevereiro de 2022. Com as suas tropas mal equipadas, o Mali depende crucialmente do poder aéreo e da vigilância fornecida pela força de 5.100 homens Barkhane.
 A missão francesa tem caças a jacto e drones numa base perto de Niamey, a capital do  Níger, bem como acesso a satélites militares e inteligência.

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