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CISP – Huambo recebe mais de um milhão de chamadas falsas em um ano

Um milhão, 494 mil e 155 chamadas telefónicas falsas em emergências foram recebidos pelo Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) do Huambo, desde a sua implementação a 26 de Junho de 2021 até à presente data.

21/06/2022  Última atualização 15H32
© Fotografia por: DR

No cômputo geral, o CISP no Huambo recebeu, no seu primeiro ano de funcionamento, um milhão, 523 mil e 208 chamadas, sendo que apenas 28 mil 523 foram válidas, por se conformarem com os objectivos da instituição.

O Facto foi tornado público, esta terça-feira, pelo delegado em exercício do Interior na província do Huambo, José Pinto, durante o acto comemorativo ao primeiro aniversário da implementação desta instituição de segurança pública, a terceira no país, depois de Luanda e Benguela.

O responsável referiu tratar-se de uma situação preocupante, tendo em conta o crescente número de indivíduos que, constantemente, efectuam chamadas abusivas para o 111, com a mera intenção de testar a linha de atendimento emergencial, para além maltratarem verbalmente o efectivo em serviço.

Face a esta realidade, José Pinto disse o sistema inseriu 11 mil 590 terminais telefónicos na lista negra, pelo facto de os seus proprietários prestarem informações falsas e ofensivas aos operadores, na perspectiva de discipliná-los pelo mal uso da linha de apoio emergencial.

Apelou os cidadãos da província do Huambo a fazem o uso correcto dos canais  de denúncias e queixas colocados à disposição, evitando, desta forma, práticas que inibem dos utentes em situações reais de necessidade e de possível responsabilização criminal.

Ao longo deste período, disse, foram o CISP- Huambo visualizou, através da sala de vídeo vigilância, 45 mil 919 ocorrências diversas.

José Pinto precisou que das ocorrências visualizadas constam 22 mil 348 actos de violação às normas do Código de Estrada, 11 mil 342 de desobediência a situação de Calamidade Pública sobre as medidas de prevenção e combate à Covid-19, 11 mil 548 actos de transgressão administrativas, 19 acidentes de viação, 24 identificação de indivíduos envolvidos em delitos e 28 cidadãos desmaiados na via pública.

O responsável considerou o  CISP um importante órgão para a estratégia da segurança pública, por gerar e agregar valores tecnológicos às acções policiais, principalmente na prestação de um apoio técnico e operacional, para além de articular as forças em serviços com o sistema integrado de operações e socorro.

Destacou como perspectiva da Delegação do Interior no Huambo, a expansão dos pontos  de cobertura com vídeo-vigilância, assim como o reforço do das acções de formação do efectivo, com vista a servir com rigor a  segurança pública.

O CISP- Huambo está equipado com tecnologia de ponta para facilitar a monitorização e prevenir os índices de sinistralidade rodoviária e de criminalidade nesta região do país, em que se destacam 74 comeras de vídeo-vigilância instalados nas artérias da cidade e arredores.

Constante num projecto de 18 infra-estruturas a serem erguidas a nível do país, sendo duas de âmbito nacional e 16 provinciais, até finais do ano em curso, com um orçamento de 315 milhões de dólares norte-americanos.

O seu funcionamento é assegurado por mais de 154 quadros, entre efectivo das Forças Armadas Angolanas, da Polícia Nacional,  dos serviços de Migração Estrangeiros, de Investigação Criminal, de Protecção Civil e Bombeiros e Penitenciários, incluindo técnicos do Instituto Nacional de Emergências Médicas (INEMA).

Com uma área de 35 mil e 771 quilómetros quadrados, que perfazem 11 municípios, 37 comunas e 3.387 aldeias, vivem no Huambo, Planalto Central de Angola, mais de dois milhões 600 mil habitantes, distribuídos em 11 município.

 

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