Política

CISP coloca terminais telefónicos na lista negra

O Centro Integrado de Segurança Pública (CISP), no Huambo, registou, desde a sua implementação, a 26 de Junho do ano passado, um milhão, 494 mil e 755 chamadas telefónicas falsas de emergência, tendo colocado mais de 11 mil terminais tefefónicos na “lista negra”, anunciou, ontem, a delegação provincial do Ministério do Interior.

22/06/2022  Última atualização 09H51
Vigilância articula operações no asseguramento © Fotografia por: KINDALA MANUEL | EDIÇÕES novembro
O delegado em exercício do Ministério do Interior na província do Huambo, José Pinto, descreveu a situação como preocupante, tendo justificado que o número de indivíduos que violam, sistematicamente, os canais, efectuam chamadas abusivas para o 111, demonstra uma tendência crescente. Durante as chamadas, disse, os indivíduos maltratam verbalmente o efectivo em serviço.

No cômputo geral, o CISP recebeu, no primeiro ano de funcionamento na unidade no Huambo, segundo o responsável, um milhão 523 mil e 308 chamadas, sendo que apenas 28 mil 523 foram verdadeiras. José Pinto prestou a informação à Angop, durante as comemorações do primeiro aniversário da instituição, assinalado ontem.

Face à realidade, José Pinto disse que o sistema inseriu 11 mil 590 terminais telefónicos na lista "negra", pelo facto de os seus proprietários prestarem informações falsas e ofensivas aos operadores. Desta forma, "o CISP pretende disciplinar os prevaricadores". O delegado em exercício do Ministério do Interior no Huambo, José Pinto, apelou aos cidadãos a fazerem o uso correcto dos canais de denúncias e queixas colocados à disposição, evitando, desta forma, práticas que retiram a possibilidade de ajuda a pessoas com situações reais de assistência.

Ao longo deste período, disse, o CISP-Huambo visualizou, através da sala de vídeo-vigilância, 45 mil 919 ocorrências diversas. José Pinto precisou que das ocorrências visualizadas constam 22 mil 348 actos de violação às normas do Código de Estrada, 12 mil 342 de desobediência à Situação de Calamidade Pública, no âmbito das medidas de prevenção e combate à Covid-19. Foram igualmente visualizados 11 mil 158 actos de transgressão administrativa, 19 acidentes de viação, 24 identificações de indivíduos envolvidos em delitos e 28 cidadãos desmaiados na via pública.

José Pinto considerou que o  CISP é um importante órgão para a estratégia da segurança pública, por gerar e agregar valores tecnológicos às acções policiais, principalmente na prestação de apoio técnico e operacional, além de articular as forças em serviço com o sistema integrado de operações e socorro.

A delegação do Ministério do Interior no Huambo pretende expandir os pontos de cobertura com vídeo-vigilância, assim como o reforço das acções de formação do efectivo, com vista a servir, com rigor, a segurança pública. O CISP-Huambo está equipado com tecnologia de ponta para atender a monitorização e prevenir os índices de sinistralidade rodoviária e de criminalidade.

O sistema comporta 74 câmaras de vídeo-vigilância, devidamente instaladas nos arredores e artérias da cidade do Huambo. O CISP tem a previsão de instalar, até ao final deste ano, 18 infra-estruturas, sendo duas de âmbito nacional e 16 provinciais com um orçamento de 315 milhões de dólares norte-americanos. O seu funcionamento é assegurado por mais de 154 quadros, entre efectivo das Forças Armadas Angolanas, da Polícia Nacional, dos Serviços de Migração e Estrangeiros, de Investigação Criminal, de Protecção Civil e Bombeiros e Penitenciários, incluindo técnicos do Instituto Nacional de Emergências Médicas (INEMA).

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