Cultura

Circuito Internacional de Teatro homenageia a Casa das Artes

A Casa das Artes vai ser tema de homenagem da 6ª edição do Circuito Internacional de Teatro (CIT), que abre as portas ao público hoje, em Benguela, com diversos espectáculos dramáticos agendados até o dia 29 de Agosto.

30/07/2021  Última atualização 07H00
Festival vai ajudar a promover as artes cénicas e os actores angolanos, em especial os jovens que procuram despontar © Fotografia por: Kindala Manuel | Edições Novembro| Ankara
A homenagem é o reconhecimento da organização do CIT pela importância do espaço, localizado no Talatona, em Luanda, na divulgação e valorização do teatro angolano. O local, como informou o director do CIT,  tem acolhido diferentes tipos de actividades artística.

Adérito Rodrigues disse, ontem, ao Jornal de Angola, que o espaço é um dos poucos, de raiz para o teatro, construídos no período pós-colonial, com papel de relevo na divulgação das artes, sob a orientação da encenadora, actriz e cineasta angolana Maria João Ganga.

A decorrer sob o lema "Cultura para Todos”, a organização do CIT atribui, ainda, um certificado de reconhecimento ao grupo de teatro Twayovoka, pelo percurso histórico e todo o trabalho feito na massificação das artes dramáticas nacionais.
O director geral do CIT informou que apesar de certas dificuldades, materiais e financeiras, os grupos de teatro convidados para esta edição vão procurar demonstrar, ao longo da actividade, o valor da divulgação da identidade cultural angolana.

Reconhecimento

Para o director do grupo de teatro Damba Maria, de Benguela, Adérito Chiuca, é importante que as homenagens a grupos como Twayovoka continuem, como reconhecimento a longa trajectória do colectivo e como incentivo ao surgimento de novos actores.

Como um dos fundadores do histórico grupo, Adérito Chiuca defendeu um reconhecimento mais amplo, de dimensão nacional.

Fundado em 1999, como resultado de uma fusão do grupo Mini Acácias Rubras e os jovens catecúmenos da Sé Catedral, o grupo foi o primeiro colectivo de teatro a ser legalizado juridicamente no país, assim como o único, fora de Luanda, a realizar peças com fortes alertas sociais.

"Hoje apenas restam saudades e a vontade de ver o projecto ressurgir, já que para muitos jovens o Twayovoka foi também uma escola de formação. Actualmente nada restou”, concluiu.

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