Economia

Cintura Verde de Luanda abastece mercado com hortícolas

Mais de duas mil toneladas de tomate e cebola vão ser colhidas até ao mês de Agosto na comuna da Funda, em Luanda, resultante de apoios financeiros disponibilizados pelo Governo a uma cooperativa de camponeses.

03/07/2020  Última atualização 11H30
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Em declarações ao Jornal de Angola, o responsável da agremiação produtiva Nilton Silva avançou que os níveis de colheitas podem ser superiores aos estimados, tudo porque existem em stock mais de cinco toneladas de sementes melhoradas de hortícolas para serem trabalhadas. Os resultados animam os 20 componentes da cooperativa, que enfatizam os níveis produtivos alcançados que podem aliviar as necessidades básicas das suas famílias. Com base na produção alcançada, a camponesa Maria Saloni esclareceu que a produção alcançada vai proporcionar as condições financeiras para a compra de bens de higiene pessoal e material escolar para os filhos.

Calumbo

O Jornal de Angola apurou que na localidade do Calumbo, município de Viana, a colheita para este ano é promissora. Por exemplo, na fazenda Mortap foram preparadas 50 hectares para a plantação de tomate com colheitas estimadas em duas mil toneladas. Numa outra parcela de 30 hectares, está plantada cebola, estimando colheitas na ordem de 20 toneladas por hectare, perfazendo 600 toneladas até finais de Agosto. Segundo o gestor da fazenda, João Carlos, num outro espaço de 20 hectares, espera-se uma safra de mais de 400 toneladas de repolho. De igual modo está em vista colher-se 100 toneladas de cebola. Segundo uma fonte do Ministério da Agricultura e Pescas, no Moxico, na localidade do Luchazes, há uma fazenda com previsão de colher uma média de 200 toneladas de citrinos até Setembro deste ano.

A unidade produtiva proporcionou emprego a cerca de 13 trabalhadores. E os resultados da produção de citrinos ultrapassam os indicadores iniciais.
Caso a produção agrícola se mantenha a este ritmo, Angola pode reduzir a curto prazo a exportação de vários alimentos, em que se destaca o citrino.Porém, apela para a necessidade de se traçar novos métodos com vista a permitir o escoamento do campo, principalmente, para os centros de consumo, no sentido de se criar excedentes. Enquanto, isso uma fazenda localizada no município da Kibala no Cuanza Sul, vai investir 11 mil milhões de kwanzas, para a produção de milho e soja no âmbito da linha de crédito do Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição de Importações (PRODESI).

Trata-se da fazenda Nuviangro com uma área preparada de produção de 4.500 de hectares, suportada por infra-estruturas como armazéns para a conservação de hortícolas.
A unidade produtiva tem ainda 326 hectares, para o cultivo da batata rena, cebola, cenoura, e outros produtos de consumo. Com vista a garantir a produção em época seca, a Nuviagro construiu uma barragem a partir do rio Luege em que se montou um sistema de bombeamento e rega para o plantio e desta forma manter a cultura agrícola em qualquer fase do ano.
A operacionalidade produtiva de acordo com o responsável da unidade, Fausto Rodrigues é assegurada por mais de 250 pessoas na sua maioria desmobilizados e residentes da área.

Segundo uma fonte do Ministério da Agricultura e Pescas, os níveis produtivos que estão ser alcançados resultam da aplicação de políticas da campanha agrícola 2019/2020, que reflectem às intenções do Executivo, em apoiar os grupos produtivos organizados, uma maneira de dinamizar o sector agro-pecuário.
Com estes indicadores do Ministério da Agricultura e Pescas, o país pode alcançar os objectivos preconizados virados à auto-suficiência alimentar e redução das importações

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