Cultura

Cine Arco-íris é reabilitado e dá novo espaço aos artistas

Arão Martins | Cuvango

Jornalista

O antigo cine Arco-íris, na cidade do Lubango, vai ser reabilitado, nos próximos meses, e transformado numa sala de teatro e de conferências, anunciou, ontem, o governador da Huíla.

28/05/2021  Última atualização 10H20
Espaço vai ser transformado em sala de espectáculos para promover o teatro e a música local © Fotografia por: Arimateia Baptista | Edições Novembro | Huíla
Nuno Mahapai Dala anunciou o facto ao discursar num encontro com a classe empresarial e disse que o Governo vai explorar o Cine Arco-íris durante 25 anos.
A cidade do Lubango, reconheceu, sempre teve uma oferta cultural rica e a reabilitação do cine Arco-íris vai permitir recuperar as artes locais e dar mais espaço aos criadores, com a realização, semanalmente, de espectáculos de teatro e concertos.

O edifício onde está o cine é de uma beleza singular, por fora e por dentro, provavelmente o mais belo exemplo do estilo neoclássico. "Fizemos o contrato com o proprietário do Cine Arco-íris e vamos explorá-lo numa fase inicial”, garantiu, acrescentando que uma das condicionantes era a reabilitação do espaço.
O governador adiantou que o objectivo era incluir a reabilitação nas obras das infra-estruturas integradas do Lubango. "Entendemos que esperar até este dinheiro chegar seria muito tarde. Por isso, decidimos começar agora e devolver a sala à população”, assegurou.

Sem adiantar o montante a ser empregue nos trabalhos de reabilitação, Nuno Mahapi Dala disse, apenas, ser um valor considerável e as partes vão sair a ganhar. "Não vamos reabilitar o Arco-íris para ser uma sala de cinema. A cidade não tem uma sala de teatro, nem de conferências. A obra vai a concurso público para depois ser revertido ao bem-estar da população”.

Por outro lado, o governador defendeu a criação de três bandas musicais locais e solicitou, para o efeito, o apoio dos empresários. "Temos que ter uma banda musical na província”, defendeu, acrescentando que os músicos estão a ter dificuldades para sustentar as famílias e a banda abre portas à criação de mais empregos. "Temos que comprar equipamentos e criar, pelo menos, três bandas. Há talentos que só precisam de apoios”, defendeu.

Para a realização do projecto, conta, há uma entidade que se comprometeu em oferecer três conjuntos musicais ao Governo da Huíla, para potenciar as bandas musicais.
Actualmente na Huíla, criticou, os cinemas estão às moscas e com o surgimento da pandemia da Covid-19 a situação apenas piorou, facto que colocou toda a classe artística em situação precária, num quadro a ser invertido o mais rápido possível.

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