Política

Cimeira faz abordagem da insegurança no Tchad

Garrido Fragoso

A Cimeira dos Chefes de Estado e Governo da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC), convocada exclusivamente para debater a situação política e de segurança na República do Tchade, decorre hoje, numa das unidades hoteleiras de Brazzaville, Congo.

04/06/2021  Última atualização 09H15
© Fotografia por: DR
O Presidente da República, João Lourenço, desta esta manhã Luanda com destino a Brazzaville, onde com os demais Chefes de Estado da CEEAC participam na Cimeira que vai procurar soluções para a crise que opõe grupos rebeldes e o Exército governamental, na sequência  da morte do Presidente Idriss Deby Itno.

Em declarações prestadas à imprensa, o secretário executivo da CEEAC, o angolano Gilberto Veríssimo, disse que o Conselho Militar de Transição no Tchad, liderado por Mahamat Idriss Deby, que ontem concluiu uma visita de trabalho a Angola, garante realizar, em 18 meses, eleições democráticas e livres naquele país africano.
A anteceder a Cimeira, decorreu, ontem, também em Brazzaville, a reunião de  peritos, durante a qual foi apresentado um relatório detalhado sobre a situação política e de segurança no Tchad.

Aos peritos também foram apresentados, ontem, os Projectos de Declaração dos Chefes de Estado sobre a situação no Tchad e de Decisão sobre o Acompanhamento do Processo de Transição. Os documentos foram apresentados, ontem, aos chefes dos Estados-Maior das Forças Armadas e comandantes das Polícias dos Estados-membros da CEEAC. Nos encontros participaram representantes de Estados-membros da organização regional, com excepção de São Tomé e Príncipe.



Situação preocupante

O diplomata angolano considerou "preocupante” a actual situação política e de segurança no Tchad, salientando a existência de uma série de movimentos rebeldes que provocam instabilidade no país, com ameaças sucessivas de golpes de Estado.Gilberto Veríssimo atribuiu a instabilidade no Tchad ao facto de fazer fronteira com países instáveis, como é o caso da Líbia, Sudão, Sudão do Sul, Níger e a Bacia do Lago Tchad, onde há uma forte acção terrorista.

Sublinhou que o ambiente de insegurança levou a criação do Conselho de Transição no Tchad, que é liderado pelo filho do Presidente, assassinado,  em Abril, deste ano.
Veríssimo descartou o envio de tropas para o Tchad, argumentando que "este país não precisa de tropas de estrangeiras”. "Se forem resolvidas as questões políticas, a de segurança também se resolve”, disse.
Sublinhou que Angola, pela influência que goza na região,  bem como a extensão territorial e o PIB, pode ter um papel preponderante na solução pacífica do conflito no  Tchad.
Garrido Fragoso | Brazaville

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