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Cimeira declara compromisso com a segurança estratégica

Os Presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e dos Estados Unidos, Joe Biden, adoptaram ontem uma declaração conjunta na qual referem que os seus países são capazes de alcançar, mesmo em períodos de tensão, avanços em matéria de segurança estratégica.

17/06/2021  Última atualização 09H15
© Fotografia por: DR
O documento sublinha que "a Rússia e os Estados Unidos mostraram que, mesmo em períodos de tensão, são capazes de avançar no cumprimento de objectivos comuns para garantir a previsibilidade no campo estratégico, reduzir os riscos de conflitos armados e a ameaça de guerra nuclear".

"A recente extensão do tratado START III é um sinal de nosso vínculo ao controlo de armas nucleares. Hoje reafirmamos o nosso vínculo ao princípio de que numa guerra nuclear não pode haver vencedores e esta nunca deve ser desencadeada", lê-se no comunicado, de três parágrafos Por fim, o texto enfatiza que "para alcançar esses objectivos, a Rússia e os Estados Unidos iniciarão em breve um amplo diálogo bilateral sobre segurança estratégica, que será substantivo e enérgico".

"Com esse diálogo, tentaremos lançar as bases para o controlo de armas no futuro e medidas de mitigação de riscos", acrescenta-se na nota.

Esta declaração conjunta foi a única adoptada após a cimeira de quatro horas e meia realizada ontem entre Putin e Biden, em Villa La Grange, em Genebra.

Na conferência de impren-sa após a cimeira, o Presidente norte-americano indicou que o tom do encontro com o seu homólogo russo foi "positivo", mas assegurou ter advertido contra qualquer interferência nas eleições norte-americanas.

"Disse claramente que não toleraremos tentativas de violação da nossa soberania democrática ou de desestabilização das nossas eleições democráticas, e que responderemos", declarou Joe Biden em conferência de imprensa após o seu encontro com Putin.

O chefe da Casa Branca também indicou ter abordado questões relacionadas com os direitos humanos, incluindo os casos de dois norte-americanos que considerou estarem "erradamente detidos" na Rússia.
Biden manifestou preocupações sobre casos como Alexei Navalny, o líder da oposição a Putin que se encontra numa colónia penal, e que prosseguirá a abordar questões sobre "direitos humanos fundamentais, porque é isso que nós somos".

O Presidente dos EUA também transmitiu a Putin a possibilidade de cooperação em "áreas de estabilidade estratégica", segundo indicou nas suas declarações após o encontro de cerca de três horas com o líder do Kremlin.
Joe Biden, indicou, en-tretanto, ter transmitido ao homólogo russo que as consequências serão "devastadoras" para a Rússia se o opositor Alexei Navalny, actualmente detido, vier a morrer.

O Presidente russo, Vladimir Putin, considerou que o seu primeiro encontro com o homólogo norte-americano, Joe Biden, foi "construtivo", tendo em pano de fundo as tensões bilaterais. "Não houve qualquer animosidade", sublinhou Putin na conferência de imprensa.

Vladimir Putin justificou a prisão de Navalny. Sem nunca dizer o nome de Alexei Navalny, Putin disse que o opositor "sabia que estava a violar a lei" ao desrespeitar as condições de uma condenação com pena suspensa enquanto estava em tratamento na Alemanha.

"Este homem sabia que estava a violar a lei em vigor na Rússia", disse Putin, aludindo às violações de uma sentença de prisão suspensa anterior, que exigia que Navalny teria de se apresentar regularmente nos serviços penitenciários.

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