Sociedade

Cientista angolano: Valdemar Tchipenhe faz mestrado na University of Glasgow

Xavier António

Jornalista

O jovem cientista angolano Valdemar Tchipenhe foi aceite na University of Glasgow, no Reino Unido, uma das melhores instituições de ensino do mundo, onde frequenta o mestrado em Biotecnologia.

19/09/2021  Última atualização 05H55
Valdemar Tchipenhe licenciou-se na China © Fotografia por: DR
Com apenas 24 de anos, o jovem, natural do Cuanza-Sul, regressou a Angola, em 2020, após concluir a licenciatura, na China, para liderar a equipa de cientistas daquele país da empresa BGI Genomics, que montou, entre nós, os laboratórios de processamento de amostras do vírus SARS-CoV-2.


Pela história de superação, engajamento e espírito de entrega no combate à pandemia, o Governo angolano, através do Ministério dos Recursos Mineiras, Petróleos e Gás, atribuiu-lhe, no ano passado, uma bolsa de estudo para frequentar o mestrado e depois o PhD em qualquer parte do mundo.


Em declarações ao Jornal de Angola, Valdemar Tchipenhe não escondeu a satisfação pela conquista e considerou um privilégio poder frequentar das melhores instituições académicas (no top 100), a nível mundial.


"As aulas começam nesta segunda-feira, mas esta semana, terminada no sábado, já tivemos algumas intervenções de introdução do programa geral de estudos em formato live. O programa de formação é de um ano, mas pode estender-se a dois, se necessário”, referiu.


Ciente dos desafios que se avizinham, Valdemar Tchipenhe agradeceu "a Deus e ao Governo a oportunidade de realizar mais uma etapa de vida”.


"Fui à China com apenas 17 anos mas aprendi muita coisa, habituei-me ao estilo de vida asiático e ganhei amigos. Estudar no Reino Unido é mais uma experiência de vida e vou dedicar-me até alcançar o objectivo”, disse.  

Contrato com a BGI

Antes de ter saído da China, Valdemar terminou o contracto de trabalho que mantinha com a empresa BGI, responsável pela construção dos laboratórios de Covid-19 em Angola.

"A abordei a situação com o meu supervisor para que continuasse vinculado à empresa em tempo parcial e poder a exercer a função de cientista aplicado em campo responsável pelo projecto dos laboratórios em Angola”, detalhou.

A empresa, afirmou, aceitou a proposta e garantiu-lhe um contrato como consultor com o propósito de continuar a ser o técnico responsável pelos projectos que a BGI tem em Angola.

Em Janeiro deste 2021, Valdemar Tchipenhe foi indicado como um dos 100 jovens mais influente da lusofonia, pela Academia Neoafricana (novos líderes africanos), pelo trabalho desenvolvido na pandemia e por ter conseguido formar mais de 35 técnicos de laboratórios de Biologia Molecular.  

Ainda este ano, foi-lhe atribuído, também, um troféu e um certificado de mérito na categoria de destaque académico, nos "Prémios Angola 35 Graus", um projecto que visa promover o talento e a excelência dos jovens angolanos de até 35 anos de idade, que se tenham destacado em vários sectores.  


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