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Cidade de Ondjiva tem nova centralidade

Elautério Silipuleni | Ondjiva

Jornalista

A centralidade de Ondjiva, baptizada com o nome do primeiro bispo da Diocese do Cunene, Dom Fernando Guimarães Kevanu, foi inaugurada, quarta-feira, pelo ministro da Defesa e Veteranos da Pátria, João Ernesto dos Santos “Liberdade”.

22/07/2022  Última atualização 10H15
Novo centro urbano foi baptizado com o nome do bispo Dom Fernando Guimarães Kevanu © Fotografia por: José Cachiva | Edições Novembro | Ondjiva

O acto, marcado com a entrega de quatro chaves simbólicas, dos primeiros 484 apartamentos, é parte da primeira fase do projecto habitacional, que prevê a construção de mil apartamentos, em edifícios de quatro pisos e moradias geminadas, todas da tipologia T3, erguidas numa reserva fundiária do Estado, localizada no bairro Ekuma na cidade de Ondjiva.

A centralidade, erguida em oito meses, numa área total de 21 hectares, conta com equipamentos sociais urbanos, entre os quais duas escolas, uma do ensino primário, com 24 salas, e outra do I ciclo do ensino secundário, com 12 salas, um centro médico, um jardim infantil e duas quadras desportivas, assim como uma estação de tratamento e distribuição de água e uma esquadra de polícia.

João Ernesto dos Santos  acredita que a centralidade vai permitir aos funcionários, públicos e privados, antigos combatentes e a população realizar "o sonho da casa própria”.

À semelhança de outras províncias, disse, o Cunene conta com várias obras, erguidas para conferir maior conforto e dignidade às populações da província. "A construção destas cidades modernas são fundamentais, em especial nas localidades que no passado foram muito afectadas pelo conflito armado”, justificou.

Aos futuros beneficiados, João Ernesto dos Santos pediu um maior cuidado na preservação dos apartamentos, assim como das demais infra-estruturas. "Há muitos outros projectos a serem implementados no Cunene, como o Canal do Cafu. A vida da população, residente ao longo do canal, tem vindo a renascer com a actividade agrícola e a pastorícia, antes inexistentes devido à seca severa”, frisou.

A governadora do Cunene, Gerdina Didalelwa, considera a construção da centralidade essencial para diminuir o .

 

Todo o país

O secretário de Estado para  o Ordenamento do Território, Manuel Molares d’Abril, disse que numa primeira fase são beneficiados 484 moradores, mas o processo de entrega das residências segue à medida que forem concluídas as restantes.

Centralidades semelhantes, referiu, estão a ser construídas em várias províncias do país, com base no Programa Nacional de Urbanismo e Habitação, em execução desde 2009, "para evidenciar a capacidade do Executivo de ordenar e transformar o território em cidades resilientes, inclusivas e ambientalmente acolhedoras da qualidade de vida”.

O objectivo da construção das centralidades a nível do país, afirmou, é reduzir o défice de habitações e a grande procura.

 

Beneficiários

Avelina Lileimo, de 66 anos de idade, antiga combatente e veterana da pátria, é das beneficiadas desta primeira fase. A nova centralidade, disse, é o reconhecimento do Executivo angolano ao esforço que deu em prol do país. "Esperei muito por este momento”, destacou.

Outra contemplada foi a funcionária pública, Stela Sanda, para quem foi a realização de um sonho. Com 31 anos, a residir em Ondjiva, numa casa arrendada, acredita que as condições de vida venham a melhorar significativamente. "Nunca pensei que um dia fosse viver numa centralidade”, disse.

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