Política

Cidadãos louvam actuação dos políticos na campanha eleitoral

Fernando Neto | Mbanza Kongo

Jornalista

Os cidadãos de diversos quadrantes e militantes de diferentes formações partidárias, na cidade de Mbanza Kongo, província do Zaire, apesar de louvarem a atitude demonstrada até agora pelos partidos políticos, defendem a necessidade dos oponentes, independentemente, da pretensão pelo poder, empregarem linguagem cuidada, para não incitar à violência.

11/08/2022  Última atualização 06H05
Cidade de Mbanza Kongo © Fotografia por: Santos Pedro | Edições Novembro | Mbanza Kongo

Após 18 dias da campanha eleitoral no país, a nível da província do Zaire, o ambiente tem sido caracterizado de calmo e de paz, durante o qual os militantes dos partidos concorrentes têm respeitado as diferenças de opiniões e destacam na abordagem aos cidadãos as propostas de governação das suas formações.

O professor de Geometria do ensino médio do Magistério Primário Daniel Vemba, Bunga Victor, 32 anos, afirmou que, caso a Comissão Eleitoral Nacional (CNE) mantenha os bons níveis de organização e desempenhe um papel de mediador, dificilmente,haverá tumultos durante a campanha e após a publicação dos resultados eleitorais.

"As eleições nunca foram injustas, apesar disso, acho que a CNE devia pautar por uma postura de mediadora, no sentido de acautelar insultos exagerados entre os partidos políticos. Vou votar pela quarta vez, e para mim é importante que o processo decorra com lisura e boa organização, para traduzir os anseios e vontade do povo angolano”, disse.

Por sua vez, o estudante Kiaku Pereira, 20 anos, que vai votar pela primeira vez, disse que, apesar da indecisão por parte de alguns jovens, está satisfeito quanto às propostas de governação e o ambiente eleitoral que se vive na região.

"O ambiente eleitoral até agora oferece segurança aos cidadãos e espera-se que continue assim, até ao anúncio dos resultados. Os angolanos devem manter a fé que as eleições vão decorrer num ambiente de paz e concórdia, em que o partido que melhor convencer o eleitorado vença”, disse Kiaku Pereira.

Na análise do secretário provincial para Informação e Marketing da CASA-CE no Zaire, Diaya Zola, 48 anos, reconheceu que até ao momento não houve registos de contendas entre os partidos políticos.

"A desordem pós-eleitoral surge, apenas, quando há indícios de fraude eleitoral, uma situação que todos os partidos concorrentes procuram evitar. Por isso, espero que este ambiente de disputa sem actos de intolerância continue até à divulgação dos resultados”, disse.

Para o secretário municipal para a Mobilização e Propaganda do P-NJANGO no Zaire, Camba Ramos Destino, 27 anos, também considerou favorável o ambiente eleitoral na região, atendendo a forma como as actividades políticas estão a ser conduzidas, sem problemas ou choques entre os contendores.

"O desejo de todos os partidos concorrentes às Eleições Gerais de 24 de Agosto é manter este ambiente, na medida em que sabem que num jogo apenas uma das equipas vence. Então, a outra deve assumir a derrota, mesmo que seja difícil. Aliás, quem ganhar preparou-se melhor. Por isso, depois das eleições, aguardamos um clima de paz. Todos estão a trabalhar em nome de Angola”, disse.

João Lukau Nunes, 35 anos, funcionário público e militante do MPLA também reconheceu haver até ao momento contenção na linguagem dos políticos, por acreditarem ser a campanha eleitoral uma festa da democracia que deve decorrer de forma salutar.

E augura que continuem com esta atitude até ao encerramento do processo: "A democracia não pode ser exercida num ambiente de arruaça, vandalismo e confusão. A democracia é festa. Somos irmãos e temos de respeitar as escolhas de cada um. Por isso, devemos evitar ofensas a outrem, por causa da escolha ideológica. Aliás, a Constituição da República de Angola consagra a liberdade a cada um de escolher o partido político. Apelamos ao respeito e que vença o melhor”.

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