Sociedade

Cidadãos insistem em violar as normas de biossegurança

Incumprimentos ao distanciamento físico, mau uso de máscaras e aglomerações em óbitos são algumas das anomalias que se registam no âmbito da aplicação das medidas de prevenção e combate à pandemia da Covid-19, no município do Cazengo, na província do Cuanza-Norte.

13/07/2020  Última atualização 10H15
DR © Fotografia por: Cidadãos insistem em violar as normas de biossegurança

Em algumas ruas e áreas da cidade de Ndalatando são visíveis ajuntamentos, a exemplo do que o Jornal de Angola constatou no bairro Azul, quando um grupo de jovens, posicionados a menos de um metro entre, sentados sob a sombra de uma mangueira, consumia cerveja e maruvo.

Interpelados sobre o assunto, um dos homem (cerca de 30 anos), que negou-se identificar, respondeu que é preciso esquecer um pouco as incidências da doença, através do convívio, para evitar o stress resultante das várias imposições que a prevenção da pandemia coloca.

Mas, as concentrações de maior realce acontecem nas residências onde decorrem óbitos e em momentos de funerais, onde se pode encontrar grupos de mais de 30 pessoas.

Joana Romeu presente num óbito, na rua das Palmeiras, centro da cidade, afirma que é dificl cumprimir com as medidas de distanciamento físico e social, quando se trata do óbito de um parente próximo.

A reportagem do Jornal de Angola apurou que os enterros no cemitério de Catome de Cima, continuam a registar mais de 50 pessoas.

Paralelamente, há numerosas pessoas que circulam sem máscara, sobretudo nos bairros. Às 9h30 minutos de ontem, dois irmãos com sinais de embriaguez, que circulavam nas imediações da rua do Hospital, usavam máscaras sujas e presas ao pescoço.

O mais velho, identificado por Domingos Simão, disse que saía do comba de um primo onde ambos tinham passado a noite, e só colocariam a máscara quando chegassem a casa.

O não uso deste a "acessório" é punível nos termos da Lei. Por esse motivo, a Polícia Nacional deteve na semana passada, em Ndalatando três cidadãos.

Trata- se de dois homens e uma mulher, entregues ao Ministério Público, por falta de dinheiro para o pagamento da multa.

Dom Almeida Canda lança apelo

O bispo da Diocese de Ndalatando, Dom Almeida Canda, apelou à população para cumprir com as medidas de biossegurança, para evitar a contaminação por coronavírus.

De acordo com o bispo católico, o país e o mundo vivem um momento complicado que exige cautelas redobradas. Por isso, exortou os fiéis a maximizarem as suas preces para que a comunidade científica busque a cura da doença.

O sacerdote, que falava depois de um encontro com o governador do Cuanza-Norte, Adriano Mendes de Carvalho, aconselhou aos munícipes a cumprirem com instruções das autoridades sanitárias e do Executivo, para a mitigação dos efeitos nefastos do vírus da Covid-19.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Sociedade