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Ciclone “Idai” já fez 150 vítimas mortais

Pelo menos 150 pessoas morreram, centenas estão desaparecidas e dezenas de milhar isoladas, principalmente em zonas rurais, devido à passagem do ciclone “Idai” por Moçambique, Zimbabwe e Malawi. O ciclone “Idai” afectou mais de 1,5 milhões de pessoas naqueles três países, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) e os governos dos três estados africanos, citados pela AFP.

18/03/2019  Última atualização 10H12
DR © Fotografia por: Milhares de pessoas precisam com urgência de apoio

A cidade da Beira, uma das maiores de Moçambique, com meio milhão de habitantes, foi a mais afectada pelo ciclone e no seu hospital central foram tratados mais de 400 feridos desde a noite de quinta-feira, segundo fonte daquela unidade. A capital provincial está parcialmente destruída, continua sem electricidade da rede pública e as comunicações são limitadas, acontecendo o mesmo noutras partes da província, o que está a dificultar as operações de socorro. O levantamento do número de vítimas está por concluir, dado que há locais de difícil acesso devido à subida do nível dos rios.
O ciclone atingiu a Beira na quinta-feira, tendo seguido depois para oeste, em direcção ao Zimbabwe e ao Malawi, afectando mais alguns milhares de pessoas, em particular nas zonas orientais da fronteira com Moçambique. Casas, escolas, empresas, hospitais e esquadras ficaram destruídas. Milhares de pessoas foram atingidas pelas inundações e abandonaram os seus pertences na busca de segurança em terrenos mais elevados.
Agências da ONU e da Cruz Vermelha estão no terreno a ajudar, entre outras coisas, com o fornecimento de alimentos e medicamentos por helicóptero. As Nações Unidas estimam que haja 600 mil pessoas afectadas no centro e Norte de Moçambique, seja por terem ficado sem casa, alimentos e outros bens, ou por perderem o acesso a campos para cultivar e a serviços básicos. Mais de um terço da população afectada são crianças, calcula o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

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