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Ciclone está a caminho do Centro de Moçambique

Uma tempestade tropical que se pode transformar num ciclone deverá atingir o Norte e Centro de Moçambique a partir de terça-feira com ventos fortes e inundações que podem afectar entre 25 mil e 300 mil pessoas, anunciou a Cruz Vermelha moçambicana, citada pela Lusa.

23/01/2022  Última atualização 04H35
Chuvas torrenciais e ventos podem atingir Sofala e Nampula © Fotografia por: DR
As intempéries estão, neste momento, a afectar vários países africanos.
Moçambique atravessa a época chuvosa e ciclónica, que acontece anualmente entre Outubro e Abril, e que costuma levar tempestades e ciclones do Oceano Índico contra a costa Leste da África Austral. Desta vez esperam-se chuvas torrenciais e ventos fortes, que podem atingir 166 quilómetros por hora no pior dos cenários, nas províncias de Sofala, Nampula e Zambézia, onde vive cerca de metade dos 30 milhões de habitantes do país.
A Cruz Vermelha prevê que, pelo menos, 25 mil pessoas sejam afectadas, mas se as piores previsões se concretizarem o número pode chegar a 300 mil. O plano da organização humanitária antevê destruição de várias infra-estruturas e casas (a maioria são de construção precária), perda de produção agrícola com agravamento da insegurança alimentar, falta de água potável e risco acrescido de doenças relacionadas com águas estagnadas, como cólera e malária.
O impacto deverá intensificar a deslocação interna de habitantes de zonas rurais para espaços urbanos onde já há falta de habitações dignas e onde a pandemia de Covid-19 tem dificultado encontrar trabalho.
A operação da Cruz Vermelha vai incidir em "medidas de preparação nas regiões de Sofala, Nampula e Zambézia, conforme a trajectória da tempestade ou ciclone se forme nas próximas 48 horas”, lê-se no documento, segundo o qual há 880 voluntários prontos para entrar em acção.
Na actual época de tempestades, pelo menos 14 pessoas já morreram e outras 53.269 foram afectadas por desastres naturais, desde Outubro, segundo o mais recente relatório do Instituto Nacional de Gestão de Desastres (INGD) de Moçambique.
No Madagáscar, pelo menos 10 pessoas morreram esta semana na capital, Antananarivo, em inundações causadas por fortes chuvas, segundo um balanço do Ministério do Interior. "As inundações causaram o colapso de casas e vítimas humanas”, disse Sonia Ray, porta-voz do Gabinete de Gestão de Riscos e Desastres (BNGRC) do Ministério, à AFP.




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