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Chuvas impulsionam progressão de ravinas na cidade do Dundo

As constantes chuvas que caem sobre a cidade do Dundo, província da Lunda-Norte, estão a acelerar a progressão de ravinas, que ameaçam destruir infra-estruturas sociais, residenciais e ligações rodoviárias em pontos estratégicos da cidade.

15/12/2019  Última atualização 14H00
Edições Novembro © Fotografia por: Em zonas periféricas no Dundo há ravinas a caminharem em direcção a residências

Foram identificadas três ravinas, uma das quais progride em direcção à conduta do centro de produção de água do Mussungue, que abastece 60 por cento da população da cidade do Dundo.

Esta ravina já destruiu o centro de produção e distribuição de água de Cazunda, requalificada em 2011, no âmbito do programa “Água para Todos”, o que contribuiu para a redução significativa da oferta de água à cidade e arredores.
O Centro de Captação de Cazunda produzia 2.800 metros cúbicos de água por dia e dispunha de um tanque que armazenava cerca de 300 metros cúbicos de água potável, para abastecer uma parte significativa da população do Dundo.
Se não forem tomadas urgentemente medidas para travar a progressão destas ravinas, a cidade do Dun-
do poderá ficar privada de água potável .
Outras duas ravinas, também consideradas críticas, estão a progredir em direcção à rotunda do Aeroporto do Dundo e de várias residências na área circunvizinha do bairro Camaquenzo-1.
Como consequência da progressão desta ravina, cerca de 14 famílias tiveram de ser realojadas em locais seguros e outras, que estão igualmente em zonas de risco, poderão ter o mesmo destino.
A ravina que está a progredir em direcção à estra-da que liga a cidade do Dundo à sede municipal do Chitato é a menos perigosa.

Medidas de contenção
O governador provincial, Ernesto Muangala, efectuou uma visita para constatar os estragos que as ravinas estão a provocar nas comunidades.
Ernesto Muangala passou pelos bairros Samacaca, Camatundo e Camaquenzo-1, e foi ver também as obras de passagem hidráulica na estrada Dundo-Cacanda. Foi ainda ver as inundações que se registam na centralidade do Mussungue, resultantes das intensas chuvas que se abatem sobre a região.
Preocupado com o que viu, disse que o seu pelouro “vai procurar soluções paliativas” para resolver os problemas. Ernesto Muangala informou que a ravina do bairro Samacaca consta do Orçamento Geral do Estado de 2020, garantindo que o Governo Provincial vai proceder ao levantamento de todas as ravinas consideradas críticas, que em pouco tempo podem provocar danos à população e às infra-estruturas.
“Devemos fazer um levantamento para termos noção das dimensões e os custos das empreitadas, para inserirmos nos próximos orçamentos”, disse o governador, assegurando que estão a ser envidados esforços para travar a progressão das ravinas.
O governador assegurou que as 14 famílias, que se encontram no perímetro da ravina no bairro Camaquenzo-1, vão ser transferidas para zonas mais seguras e com condições de habitabilidade, cujo processo está a cargo do Serviço de Pro-tecção Civil e Bombeiros.
Sobre as inundações na zona comercial da centralidade do Mussungue, Ernesto Muangala disse que as valas de drenagem são pequenas e não dão passagem às águas das chuvas para as macrodrenagens e, como consequência,acabam por transbordar e inundar algumas ruas da centralidade.

 

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