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China vai perdoar os juros da dívida de países africanos

A China garante trabalhar com a comunidade internacional para, “através de medidas como o prolongamento do período de suspensão da dívida”, ajudar os países a superar dificuldades causadas pela pandemia.

19/06/2020  Última atualização 13H22
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O anúncio foi feito pelo Presidente chinês, Xi Jinping, durante uma Cimeira extraordinária China-África de solidariedade contra a pandemia de Covid-19, que decorreu quarta-feira por videoconferência.

Xi Jinping afirmou que a China vai perdoar os juros da dívida de alguns países africanos que vençam até ao final do ano, prometendo maior apoio aos Estados mais afectados pela pandemia de Covid-19. “A China irá cancelar a dívida de países africanos relevantes sob a forma de empréstimos governamentais sem juros que vençam até final de 2020”, disse Xi Jinping.

Para os países africanos mais duramente atingidos pelo novo coronavírus e sob forte pressão financeira, a China afirma que “trabalhará com a comunidade internacional para lhes dar um maior apoio, através de medidas como o prolongamento do período de suspensão da dívida, a fim de os ajudar a superar as actuais dificuldades”.

Xi Jinping encorajou, por isso, as instituições financeiras chinesas a responderem à iniciativa dos países do G20 para a Suspensão do Serviço da Dívida (DSSI) às nações em desenvolvimento e a promoverem “consultas com os países africanos para acordos de concessão de empréstimos comerciais com garantias soberanas”.

O Chefe de Estado chinês instou ainda os integrantes do G20 a “alargarem ainda mais a suspensão do serviço da dívida destes países, incluindo os de África”. A China espera que a comunidade internacional, especialmente os países desenvolvidos e as instituições financeiras multilaterais, a actuar de forma mais enérgica na redução e suspensão da dívida de África”.

O Chefe de Estado da África do Sul e presidente em exercício da União Africana, Cyril Ramaphosa, apelou à China que contribua para o esforço global de redução da dívida proposto pelos países africanos, que defendem a suspensão do pagamento por dois anos e um plano de reestruturação da dívida pública e privada das nações.

“Para proporcionar liquidez adicional ao sector privado, África apelou à comunidade internacional que disponibilize alguns direitos de saque especiais não utilizados de cerca de 100 mil milhões de dólares para África”, disse Ramaphosa. “Instamos a China a apoiar e contribuir para este apelo ou a propor, com urgência, outras alternativas para o sector privado”, acrescentou.

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