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China espera que visita não vise “confrontos”

O Governo chinês disse, ontem, esperar que a primeira viagem à Ásia do Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, vise a “cooperação” e evite mais “conluios em busca de confrontos”.

21/05/2022  Última atualização 12H05
© Fotografia por: DR
Biden chegou ontem à Coreia do Sul, onde permanece hoje, antes de seguir para o Japão.

"A China espera que os factos sejam consistentes com as declarações feitas (pela Casa Branca), e que a viagem sirva a cooperação com os países da região”, disse o porta-voz governamental chinês, Wang Wenbin, em conferência de imprensa.

"Esperamos que não seja uma nova conspiração para procurar o confronto ou formar círculos exclusivos que tragam caos ou distúrbios à região”, acrescentou.

A viagem de Biden ocorre num período em que os Estados Unidos tentam travar a ascensão da China, bem como num momento de tensões crescentes com a Coreia do Norte.

Joe Biden também vai apresentar formalmente o Quadro Económico Indo-Pacífico, uma iniciativa de cooperação regional destinada a impulsionar o comércio e o investimento entre os Estados Unidos e a região.

A imprensa oficial chinesa criticou a viagem, assegurando que tem o "ambicioso propósito de unir os aliados dos Estados Unidos para conter a China” e "lançar um acordo que só trará divisões à região”. 

"Os Estados Unidos têm promovido energicamente este acordo para corrigir as deficiências da sua estratégia para o Indo-Pacífico. O mecanismo QUAD, orientado para a segurança, ou o pacto AUKUS, não atendem às necessidades dos países da Ásia - Pacífico. Este acordo é mais um truque de Washington para minar a cooperação regional existente com a China”, disse o académico Xu Liping, citado pelo jornal Global Times.

O especialista chinês afirmou que este novo quadro económico "atende apenas os interesses dos Estados Unidos, em detrimento dos países da região” e prevê que "Washington encontrará vários obstáculos para implementá-lo”.

O Quadro Económico Indo-Pacífico foi apresentado por Biden na última Cimeira da Ásia Oriental, em Outubro, e procura fortalecer a cooperação económica entre os Estados Unidos e parceiros da região do Indo-Pacífico, em áreas como a protecção da cadeia de fornecimento, energia limpa ou comércio.

A iniciativa é também vista como uma tentativa de conter a China visando afastar o país das principais cadeias de fornecimento globais.

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