Economia

China anuncia fundos adicionais para abertura de linhas de crédito

O Governo chinês vai injectar dinheiro no Fundo de Desenvolvimento China-África, para alargar a linha de financiamento disponível para as companhias que investem em mercados africanos e, dessa forma, estimular o crescimento do sector privado, anunciou ontem o ministro do Comércio de Pequim, Quian Keming.

30/06/2019  Última atualização 09H35
DR © Fotografia por: Fluxos de capitais chineses vão servir para apoiar as companhias daquele país a criarem zonas económicas e comerciais

O Fundo de Desenvolvimento China- África é constituído por acções administradas pelo Banco de Desenvolvimento da China, que até Dezembro de 2018 disponibilizou mais de 10 mil milhões de dólares a favor de projectos no continente.
Quian Keming explicou numa conferência da 1ª Exposição Económica e Comercial China-África que as acções do fundo têm garantido a execução de vários projectos de investimento no continente, em como áreas como a infra-estrutura, energia, equipamentos e agricultura. Quando foi criado, em 2007, o Fundo tinha um valor inicial de cinco mil milhões dólares para apoiar empresas chinesas em África.
“A China vai continuar a promover a cooperação sino-africana e estamos dispostos a assinar acordos para a eliminação da dupla tributação, promovendo seminários, rondas de negócios e a concessão de incentivos às empresas chinesas”, disse o ministro, para revelar a oferta chinesa de cooperação.
Os fluxos de capitais chineses vão servir para apoiar as companhias daquele país a implantarem parques industriais e zonas económicas comerciais, segundo as leis e os regulamentos dos países beneficiários. “Nós queremos que as empresas chinesas aumentem os investimentos no mercado africano”, incluindo o digital, declarou o responsável.
Na sua opinião, o crescimento observado a nível das economias africanas situa-se numa média inferior a 4,0 por cento, pelo que o seu governo compromete-se a traçar estratégias para alterar o quadro do dinamismo da actividade económica destes países.
O ministro do Comércio da China reconheceu os esforços dos Governos para melhorarem o ambiente de negócios com a criação da Zona Livre de Comércio Continental, a qual estimula a integração do continente africano e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).
Para o responsável do Comércio, a 1ª Exposição Económica e Comercial China-África constitui uma plataforma de negócios que vai ajudar a ampliar os laços de cooperação.

Banco da China
O presidente do Banco de Construção da China, Xu Yiming, reafirmou naquele fórum o compromisso do Governo em aumentar o volume de financiamento para as empreiteiras chinesas que desenvolvem vários projectos em países africanos.
“Temos subsidiárias e fornecemos apoio ao sector da indústria e construção, dispondo de serviços e produtos financeiros para financiar 48 países”, afirmou, acrescentado que a instituição financeira colabora com 127 bancos africanos.
“A nossa instituição, considerada como o quinto maior banco do mundo, têm a missão de construir uma comunidade de futuro compartilhado com África”, declarou.

Governos africanos revelam estratégias bilaterais

Representantes africanos, como a ministro do Turismo do Egipto, Rania Al Mashat, anunciaram fórum institucional realizado em Changsha, onde decorre a exposição, que o seu Governo deve obter apoio da China para dinamizar a produção têxtil e o desenvolvimento da indústria automóvel.
O comércio bilateral é constituído por fornecimentos egípcios de algodão, gás natural, petróleo, mármore e produtos químicos.
O ministro do Comércio da Tanzânia, Palamagamba Kabudi, lembrou na 1ª Exposição Económica e Comercial China-África que o grande projecto ferroviário que liga o país a República da Zâmbia foi construído pela China na década de 1970, sendo hoje um factor importante no alcance de taxas de crescimento económico de 7,0 por cento naquele país.
A declaração de Palamgamba Kabudi pode ser encarada como uma evidência da oportunidade e do elevado benefício do investimento chinês em África.
O ministro das Finanças e Planeamento do Uganda, Matia Kassaija, garantiu às empresas chinesas facilidades nos processos de constituição ou instalação no país através de uma plataforma em online. “Permitirmos a actuação de empresas de capital único e vários sectores estão abertos ao investimento como o ouro, petróleo, agricultura, agro-indústria e infra-estrutura”, disse.
A ministra do Comércio e das Pequenas e Médias Empresas do Senegal, Assome Aminata Diatta, anunciou a criação de um plano de investimento com o Governo da China para desenvolver o sector fabril.
Na sua opinião, a China é um importante parceiro para revitalizar da economia até 2030, ano em que pretende observar melhoria em vários sectores da produção através de medidas políticas aprovadas pelo Governo.

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