Economia

China aberta a produtos não-petrolíferos angolanos

André Sibi

Jornalista

O embaixador da China em Angola, Gong Tao, disse, domingo (24), que o mercado chinês está aberto aos produtos angolanos. Gong Tao, que falava ao Jornal de Angola, disse que o objectivo é promover a exportação para o mercado chinês de produtos angolanos não petrolíferos.

25/10/2021  Última atualização 05H00
Embaixador da China em Angola indica áreas de cooperação © Fotografia por: Kindala Manuel | Edições Novembro
Para melhor aproveitar esta parceria de negócios, disse, o Governo chinês convidou as au-toridades angolanas a participarem na 2ª Exposição Económica e Comercial China-África e na 4ª Exposição Internacional de Importação da China.


De acordo com o embaixador Gong Tao, a China espera que Angola aproveite as plataformas existentes para expandir a exportação de produtos competitivos angolanos para o mercado asiático, nomeadamente produtos agrícolas, artesanato, minerais, pesqueiros e bebidas. O embaixador assegurou que a reforma e abertura adoptadas pelo Governo chinês não só mudaram profundamente a China, mas também influenciaram profundamente o mundo.

"Os últimos 40 anos de reforma e abertura da China proporcionaram ao mundo uma experiência rica. Com base no seu próprio desenvolvimento e progresso, a China apresentou iniciativas como a promoção da construção de uma comunidade de destino comum para a humanidade e a construção conjunta da iniciativa Cinturão e Rota, partilhando os frutos do desenvolvimento e as oportunidades com o mundo” disse o diplomata.

Questionado sobre a parceria entre o seu país e os países africanos, Gong Tao assegurou  que África é um bom parceiro da China.
O diplomata afirmou que a China sempre prestou uma elevada importância à partilha da sua experiência, tendo fornecido, nos últimos cinco anos, um grande número de oportunidades de formação e treinamento a quadros de países africanos, entre os quais de Angola.

Indicou que os talentos formados na China são espalhados em todos os sectores que contribuem para a melhoria do bem-estar do povo africano. Sublinhou que a China está disposta a partilhar a sua experiência de desenvolvimento com os países de todo o mundo, respeitando sempre o direito dos povos escolherem o seu próprio caminho de desenvolvimento.


Princípio da não ingerência

"A China não impõe a sua vontade aos outros e nunca irá exportar o seu sistema social ou modelo de desenvolvimento”, assegurou Gong Tao.

 Quanto aos passos seguidos para o país mudar o curso da economia, o diplomata disse que na década de 1970, a economia mundial se desenvolveu rapidamente e a ciência e a tecnologia progrediam constantemente.

Neste período, a China acabava de sair da "Revolução Cultural”, com a economia à beira do colapso e a construção da nação aguardava uma redinamização.


Em 1978, por iniciativa de Deng Xiaoping, na Terceira Sessão Plenária do Comité Central do Partido Comunista da China foi aprovada a decisão histórica de implementar reformas e abrir o país ao exterior. Em apenas 40 anos, as reformas ajudaram a China a alcançar o seu próprio desenvolvimento e crescimento, através da cooperação ganha-ganha (win-win) com outros países. Sob a liderança do Partido Comunista Chinês (PCC), que este ano assinala 100 anos, a China construiu uma sociedade moderadamente próspera e resolveu historicamente o problema da pobreza absoluta, disse Gong Tao.


A abertura contínua ao exterior tornou a China a segunda maior economia do mundo, com a maior produção industrial, o maior país de comércio de mercadorias e o maior  em reservas de divisas, com um contributo superior a 30 por cento para o crescimento da economia mundial.  


De acordo com o livro branco intitulado "Sociedade Moderadamente Próspera na China”, publicado recentemente pelo Governo chinês, nos últimos 40 anos 770 milhões de pessoas das regiões rurais da China saíram da pobreza, de acordo com os actuais padrões mundiais.

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