Política

Chefe de Estado manifesta solidariedade ao povo maliano

O Presidente da República, João Lourenço, manifestou "profunda consternação" pela morte do ex-estadista maliano, Ibrahim Boubakar Keita, ocorrida na manhã de ontem, em Bamako.

17/01/2022  Última atualização 09H11
Ibrahim Boubakar Keita liderou o país durante sete anos © Fotografia por: DR
Em nota de condolências endereçada à família, o Presidente da República afirma ter sido com muita tristeza que tomou conhecimento da morte de Ibrahim Boubacar Keïta. Na mensagem, o estadista angolano apresenta à família enlutada, em nome do Executivo angolano e do seu próprio, os mais profundos sentimentos de pesar.

"Nesta hora dolorosa para o vosso país, expresso a minha  convicção de que o povo maliano saberá superar este momento difícil, em merecida homenagem a esta importante figura da história recente do Mali. Queiram aceitar  a expressão dos meus sentimentos de solidariedade, nesta hora de dor e luto para a Vossa nação", lê-se na mensagem.

 "O Presidente IBK (Ibrahim Boubacar Keita)  morreu ontem às 9h00  na sua casa", em Bamako, disse um familiar à agência francesa de notícias AFP.

Keita - ou 'IBK', como era conhecido - tinha 76 anos e chegou ao poder em 2013 na sequência de eleições nas quais superou mais de duas dezenas de candidatos e recebeu 77% dos votos.

Em Agosto de 2020, foi deposto por um golpe militar e anunciou, algumas horas depois, a sua demissão e a de todo o Governo numa declaração transmitida pela televisão nacional.

Keita, que foi, na altura, detido em companhia do Primeiro-Ministro Boubou Cissé, foi levado para um acampamento militar onde se iniciou um motim e surgiu por volta da meia-noite na televisão pública ORTM, usando máscara.

Na declaração, citada então pela AFP, disse que tinha trabalhado desde a sua eleição, em 2013, para "dar a volta" ao país e "dar corpo e vida" ao exército maliano, que enfrenta a violência 'jihadista' há anos.

Apresentado como "Presidente cessante", Keita referiu-se depois às "várias manifestações" que exigiram, durante meses, a sua partida, afirmando que "o pior aconteceu".

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