Política

Chefe de Estado impulsiona relações com a República da Guiné

Diogo Paixão

As relações entre Angola e a República da Guiné podem ganhar um novo impulso. A intenção foi manifestada, ontem, pelo Presidente da República, João Lourenço, logo após a sua chegada a Conacri, para uma visita de Estado de dois dias.

30/07/2021  Última atualização 08H40
Visita à Guiné Conacri representa a materialização de um compromisso assumido há muito tempo pelo Presidente João Lourenço © Fotografia por: Santos Pedro| Edições Novembro | Conacri
No aeroporto de Conacri, o Chefe de Estado angolano foi recebido pelo homólogo Alpha Condé, com quem deve manter, hoje, um encontro em privado.

Em breves declarações à imprensa, o Presidente da República, que se faz acompanhar da Primeira-Dama, Ana Dias Lourenço, destacou as relações históricas entre os dois países e qualificou a visita como "a materialização  de um compromisso há muito assumido”.

"Vim pagar uma dívida ao meu amigo Alpha Condé”, disse João Lourenço, sublinhando que era seu desejo visitar o país logo que assumiu o poder, há três anos, mas não pôde fazê-lo por razões de calendário. 
O Chefe de Estado agradeceu o apoio da Guiné a  Angola durante a Luta de Libertação Nacional e nos  momentos que se seguiram à Independência. "Estamos extremamente gratos pelo que os guineenses fizeram por Angola”, referiu.

O Presidente da República defendeu a realização de passos concretos para a consolidação das relações e desenvolver os respectivos países.
No quadro da visita presidencial, que hoje começa, os ministros dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás e os da Defesa e Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria trabalham com delegações ministeriais das respectivas áreas para o reforço da cooperação. Acordos de cooperação em vários domínios deverão ser assinados hoje.

Alpha Condé  anuncia criação de Comissão Mista

O Presidente da Guiné Conacri, Alpha Condé, anunciou  a criação de uma Comissão Mista bilateral para a definição das áreas de cooperação.
Em declarações à imprensa, no aeroporto de Conacri, depois de receber o Presidente João Lourenço, Alpha Condé referiu que "há muitas áreas em que os dois países podem cooperar”.

Lembrou  que no tempo colonial, a Guiné era considerada "um escândalo geológico”, tendo em conta as enormes potencialidades de que dispõe, mas o país enfrentou várias peripécias que não permitiram o desenvolvimento.
"A Guiné podia ser a segunda economia da África do Oeste depois da Nigéria”, disse Alpha Condé, que ainda alimenta este sonho. "Temos oportunidade de nos darmos as mãos e desenvolvermos os nossos países”, enfatizou.
O ministro das Relações Exteriores, Téte António, considerou, quarta-feira, que a Guiné foi o bastião no apoio à Luta de Libertação Nacional.

"Quem fala da Guiné também fala da nossa História, pois foi o bastião no apoio da nossa luta contra o colonialismo. Já temos a Independência política, mas há outros desafios, no quadro da cooperação Sul-Sul”, disse Téte António, ao justificar a visita do Presidente João Lourenço a Conacri. "A Guiné sempre foi um país estratégico para nós em termos de relações políticas, mas com potencial (económico) para partilhar com Angola”, acrescentou.

Diogo Paixão| Conacri

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