Política

Chefe de Estado é aguardado hoje em Lisboa para a Conferência

César Esteves

Jornalista

O Chefe de Estado, João Lourenço, é aguardado, hoje, em Lisboa, Portugal, para participar, segunda-feira, na II Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos, que vai discutir o futuro da designada economia azul, com a perspectiva de recuperar a sustentabilidade, que está refém do impacto negativo das acções humanas.

26/06/2022  Última atualização 09H17
Ministro Téte António sublinha a relevância do evento © Fotografia por: DR

A II Conferência, que tem como tema geral "Ampliar a acção oceânica com base na ciência e inovação para a implementação do Objectivo 14: inventário, parcerias e soluções”, vai decorrer de 27 de Junho a 1 de Julho na capital portuguesa, contando com a participação de outros Chefes de Estado e de Governo dos 193 países-membros das Nações Unidas.

O secretário do Presidente da República para os Assuntos de Comunicação Institucional e Imprensa, Luís Fernando, disse, ontem, conforme o previsto, referindo-se à agenda do evento, o estadista angolano discursa no primeiro dia de trabalhos, "passando, ao mundo, o entendimento de Angola em relação à maneira como o país pretende que os oceanos e os seus enormes recursos sejam tratados”.

O ministro das Relações Exteriores, Téte António, que já se encontra aqui na capital portuguesa, referiu, quando fazia o lançamento da participação de Angola na Conferência, que o discurso do Chefe de Estado será o ponto mais alto da sua agenda de trabalhos. Téte António disse ser por via dessa intervenção que o Presidente da República vai falar, em nome da comunidade de que Angola está a presidir, referindo-se à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), mas, também, em nome do próprio país.

"O Presidente João Lourenço vai falar sobre o desempenho do país, sublinhando a nossa perspectiva relativamente a essa Conferência, que é bastante importante, tendo em conta o que a economia azul representa”, destacou Téte António, anunciando que a agenda do Chefe de Estado prevê, igualmente, uma visita à sede da CPLP.

O ministro das Relações Exteriores adiantou que o Chefe de Estado vai falar, no debate geral, na Plenária, na sua dupla qualidade de Presidente da República e, também, de presidente em exercício da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Fez saber que Angola vai participar no enriquecimento da Conferência, através dos debates temáticos, com delegações que vão estar presentes em todos os painéis.

"Para marcar a nossa presença, nesta Conferência, Angola criou um Stand, por via do qual vamos falar de nós, porque somos nós que devemos contar a nossa própria história, os nossos pontos fracos, mas, também, reconhecer ali onde precisamos de reforçar”, frisou o ministro, ao referir ser através deste Stand que Angola vai expor os seus interesses.

Acrescentou que a participação de Angola na Conferência sobre os Oceanos, decorre do engajamento nessas matérias, quer a nível  internacional, quer a nível nacional. "Temos presente na nossa agenda, uma atenção especial  a  essas matérias, considerando que a Conferência sobre os Oceanos faz parte do Objectivo número 14 da Agenda 2030 das Nações Unidas, que defende o uso sustentável dos oceanos”, salientou.

O ministro Téte António recordou que os recursos disponíveis no mar estão em perigo, razão pela qual é necessário a adopção de uma estratégia mundial para conservar todos os recursos marinhos.

 

Participação na definição de estratégias

O ministro das Relações Exterior afirmou que Angola está interessada na definição de estratégias e no engajamento da implementação das decisões que têm sido tomadas nesses encontros sobre os oceanos. Téte António anunciou que o país é candidato à vice-presidência da Conferência sobre os Oceanos e, ao mesmo tempo, candidato a relator.

"É uma maneira de fazermos com que a República de Angola possa não só cuidar dos seus interesses mas, também, de interesses dos Estados-membros da Nações Unidas, bem como cuidar da implementação, que é a parte mais importante, no quadro dessas acções”, afirmou o ministro.

A organização do evento considera que a Conferência está a ter lugar num momento crítico, na medida em que o mundo procura resolver muitos dos problemas profundamente enraizados nas sociedades, evidenciados, sobretudo, pela pandemia da Covid-19. O evento pretende impulsionar as soluções necessárias e inovadoras baseadas na Ciência e enraizadas nos objectivos da Agenda 2030 das Nações Unidas, destinados a iniciar um novo capítulo na acção global pelos oceanos.

O primeiro evento do género aconteceu, em Junho de 2017, na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, Estados Unidos da América, e pretendeu, de uma maneira geral,  promover acções contra a degradação marinha.  

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