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“Cessar-fogo seria uma facada nas costas do mundo civilizado”

O conselheiro presidencial ucraniano considerou que o país "deve e libertará todos os seus cidadãos do inferno dos campos de concentração russos".

23/11/2022  Última atualização 06H10
“Cessar-fogo seria uma facada nas costas do mundo civilizado” © Fotografia por: DR

Reiterando a sua posição contra um cessar-fogo no conflito encabeçado pelo Presidente russo, Vladimir Putin, Mykhailo Podolyak recorreu à rede social Twitter para salientar que o "mundo russo” nos territórios ocupados baseia-se em "mil e uma formas de tortura”, realçando que um cessar-fogo seria uma "facada nas costas do mundo civilizado”.

"Querem saber o que é o "mundo russo” nos territórios ocupados? Mil e uma formas de tortura. Sequestro. Execuções em massa, violações. Só porque o nosso povo se identifica como ucraniano. Querem saber o que lhe dá poder para sobreviver? Fé que este filme de terror tem de acabar”, começou por elencar o responsável.

Podolyak foi mais longe, complementando: "Querem saber o maior medo deles? Congelamento da guerra, cessar-fogo e recusa da contra-ofensiva, como uma facada nas costas do mundo civilizado. Não podemos deixar que isso aconteça: a Ucrânia deve e libertará todos os seus cidadãos do inferno dos campos de concentração russos.”

Horas antes, o responsável considerou, na mesma rede social, que a Rússia está a implorar "por uma conversa”.

"A Rússia a dar nas vistas. Após nove meses e 80 mil soldados russos mortos, o grupo dos drogados que procuraram ter poder em Kiev transformou-se no Governo democrático da Ucrânia', e imploram por uma conversa", escreveu, considerando que a "lição a retirar” é nunca interferir "na vida política de outro país”

"Vocês (Rússia) não fazem ideia o que são eleições ou liberdade", rematou.

Acumulam-se as declarações do conselheiro presidencial ucraniano quanto à rejeição de conversações com a Rússia que, a seu ver, não trariam paz, mas multiplicariam as vítimas, ao representar a vitória de Putin.

Ainda assim, Podolyak indicou, noutra ocasião, que "a Ucrânia nunca se recusou a negociar”.

"A nossa posição de negociação é conhecida e aberta. Putin está pronto? Obviamente que não. Portanto, somos construtivos na nossa avaliação: falaremos com o próximo líder da Rússia”, disse, alertando que, para a porta das conversações ser aberta, a Rússia deverá retirar as suas tropas da Ucrânia.

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