Sociedade

Centro Social Onzo Yetu enfrenta dificuldades

Edvaldo Lemos | Bengo

Jornalista

No Centro Social Onzo Yetu falta de tudo um pouco. Localizado no bairro Social, em Caxito, província do Bengo, a instituição recebe crianças, adolescentes e adultos em situação de vulnerabilidade.

19/09/2022  Última atualização 07H33
Local acolhe crianças e jovens em situação de vulnerabilidade © Fotografia por: Edmundo Eucílio | Ediçõpes Novembro | Bengo

O supervisor do centro, Fernando Coelho, avançou que a maioria dos acolhidos não sabe explicar correctamente a sua proveniência, principalmente as crianças. "Chegam aqui por meio de terceiros e nem sempre conseguem dizer-nos de onde vêm”, referiu.

Sobre as dificuldades que o centro enfrenta, Fernando Coelho explicou que, por exemplo, quando falta alimentação, os funcionários fazem uma pequena contribuição para suprir as necessidades dos internados. 

"Nem sempre recebemos doação e o Gabinete Provincial da Acção Social faz-nos chegar aquilo que consegue”, disse.

Salientou que a instituição tem parceria com o Gabinete Provincial da Saúde, para assegurar a assistência médica e medicamentosa de todas as pessoas carenciadas que vivem no centro. 

Segundo Fernando Coelho, o Centro Onzo Yetu está associado à Fundação Lwini, que se responsabiliza pela formação na área de Corte e Costura, principalmente para pessoas com deficiência física.   "Espero que os órgãos competentes prestem maior atenção ao centro, para que, num curto espaço de tempo, a sua estrutura seja reabilitada e ampliada, para permitir que sejam criados outros serviços essenciais à vida humana”, apelou.

 

Funcionários sem salários

Um antigo aluno do curso de corte e costura do centro social Onzo Yetu é hoje um dos formadores. O mestre Manuel Gomes ensina a profissão, gratuitamente, a todas as pessoas com deficiência física, que manifestam interesse em se formar na área.

"Formei-me aqui mesmo, onde já trabalho como formador há quatro anos. Precisamos de apoios para a compra de material e melhorar a energia eléctrica. Os formadores não têm salário e durante a formação os alunos não pagam absolutamente nada”.

Um dos seguranças do centro, Carlos Paciência, pai de oito filhos, disse à nossa reportagem que trabalha no Onzo Yetu há cinco anos e reclama por oito meses de salário. "Preciso que me paguem os meus salários. Para sobreviver, dependo do dinheiro que sai das rendas da casa que tenho em Luanda”.  

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Sociedade