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Centro regional oftalmológico tem insuficiência de médicos

Valter gomes| Uíge

O Centro Oftalmológico Regional do Uíge necessita de pelo menos três médicos, para realizar pequenas e grandes cirurgias às cataratas. A unidade sanitária enfrenta dificuldades e tem sido forçada a transferir os doentes, com necessidade de cirurgia complexa, para os hospitais oftalmológicos de Luanda e Benguela.

12/01/2022  Última atualização 09H10
Centro regional oftalmológico © Fotografia por: DR
Actualmente, o centro funciona com apenas dois médicos e oito enfermeiros, que garantem assistência a 15 doentes por dia, grande parte a apresentar problemas de cataratas, com necessidade urgente de cirurgia.

O chefe do centro, Beato Abel Baptista, disse que a instituição quer começar a fazer cirurgias às cataratas e  outras doenças do foro ocular, porém, o reduzido número de técnicos está a condicionar o arranque desses serviços. "Alguns doentes com problemas de cataratas não possuem condições financeiras para se deslocarem a outras províncias, por isso, o nosso desejo é a unidade sanitária ter médicos especializados permanentes, para as cirurgias”, disse.

A falta de uma estufa para a esterilização do material cirúrgico é outra das preocupações técnicas do Centro. Para realizar pequenas cirurgias, os técnicos são obrigados a socorrer-se do Bloco Operatório do Hospital Geral, onde depositam os materiais cirúrgicos um dia antes da realização da cirurgia, para a sua esterilização.

O chefe do centro disse ser uma situação preocupante, visto que o processo oferece alguns riscos e também morosidade no atendimento de pequenas cirurgias pontuais. "Queremos uma estufa para esterilização do material, que é muito necessário para evitar que, até para as pequenas cirurgias, sejamos obrigados a recorrer ao Bloco Operatório do Hospital Geral, um procedimento que embaraça o atendimento de casos pontuais”, observou.


50 cirurgias em cada 15 mil

O Centro Oftalmológico do Uíge realizou, durante o ano passado, mais de 50 pequenas cirurgias a cataratas, num universo de 15 mil doentes atendidos. Os erros de reflexão, glaucomas, alergias e cataratas foram, entre outras patologias, o que foi diagnosticado nos pacientes.

Beato Baptista apontou a idade avançada, as diabetes, a má higiene com os olhos, a poeira, o uso frequente de computadores, bem como a alta exposição à televisão como sendo algumas das causas que provocaram o aumento de pacientes com doenças de fórum ocular.

O médico oftalmologista apelou a população a efectuar consultas de oftalmologia com regularidade, mesmo sem sintomas nos olhos, para garantir longevidade na visão.

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