Economia

Centro para Larvicultura Marinha com arranque iminente no Ramiros

A abertura, em breve, do Centro de Larvicultura Marinha, implementado pelo Governo na comuna dos Ramiros, no âmbito do Programa de Desenvolvimento de Tecnologias para o Melhoramento de Recursos Pesqueiros, duplica a oferta para o mercado interno e exportação de pescado, segundo o director da Aquicultura do Ministério das Pescas e do Mar, António da Silva.

28/12/2019  Última atualização 09H08
DR © Fotografia por: Produção de cacusso tende a aumentar em todo o território nacional

A operar em fase experimental, o centro conta actualmente com oito tanques povoados com peixes de diferentes espécies, principalmente peixes vulgarmente conhecidos como roncador, tainha e garoupa, e foi concebido para a produção de 200 mil peixes, um milhão de moluscos e 10 milhões de crustáceos por ano.António da Silva adiantou ainda que, até final do ano, vai ser concluída a instalação da energia eléctrica da rede, acabando com a utilização de geradores. “Contamos dar uma outra dinâmica ao Centro nos primeiros meses de 2020, sendo que o mesmo foi executado com o objectivo de desenvolver tecnologias de criação de larvas para o repovoamento dos recursos pesqueiros e fazer o estudo das principais espécies marinhas com potencialidade para a maricultura”, garantiu o director António da Silva.
O responsável avançou os últimos agregados sobre a produção no sub-sector da aquicultura, que cresceu para 1.753 toneladas, em 2018, muito acima das 1.339 toneladas, segundo números divulgados pelo director nacional da Aquicultura.
António da Silva referiu que, no âmbito dos novos desafios do sector, esse resultado representa o “pico” da série temporal, já que as cifras registaram um aumento de mais de 400 toneladas de pescado capturado. António da Silva indicou que contribuíram para o aumento da produção 52 produtores que se encontram distribuídos em 11 províncias, sobretudo no Uíge, que teve uma produção de 1.511 toneladas.Referiu que um dos grandes impulsionadores da produção aquícola é a fábrica de ração para peixes “Supermarcas”, erguida em Luanda, em 2015, com capacidade de processamento de 200 toneladas de ração por mês e com perspectiva de duplicar a produção.
Inicialmente concebida para a produção de rações para caninos, essa unidade teve um financiamento de cerca de oito milhões de dólares pelo extinto Programa Angola Investe e, em 2017, passou a dedicar-se exclusivamente à ração para piscicultura, em particular para a criação da espécie tilápia, também conhecida no mercado nacional por chopa ou cacusso.
“O nosso objectivo é gerar emprego e diversificar a economia, elevando a produção nacional, fazendo com que a ração chegue a todos os produtores de chopa e cacusso”, sublinhou António da Silva.

Centro de Quifangondo

O Centro de Larvicultura, desenvolvido na comuna do Quifangondo, arredores de Luanda, é um parceiro privado do Governo que, também, veio impulsionar o sector da aquicultura no país, contribuindo anualmente com cerca de seis milhões de alevinos (filhotes da tilápia), segundo o gestor do projecto, Laudemir Santos. Explicou que, no final do processo da engorda, a maior parte dos alevinos é vendida aos piscicultores em diferentes províncias, para a produção de tilápia.
O centro tem actualmente 100 clientes que se dedicam à piscicultura em tanques cavados e lagoas, referiu Laudemir Santos, destacando a comercialização à retalho. “Com este programa da aquicultura, conseguimos criar 50 empregos directos e indirectos, incluindo as vendedoras ambulantes, que vendem o produto nos mercados informais”, acrescentou.
No “Projecto Aquicultura” consta, também a indústria de ração, implantada especificamente para o aproveitamento da matéria-prima processa diariamente oito toneladas de ração, garantidas por sessenta fazendas do “Projecto Agricultura”, implementado na Quibala, Cuanza-Sul.segundo Laudemir Santos.
Destas, apenas 11 produzem, devido à falta de recursos financeiros. referiu Laudemir Santos.

 

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