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Centro de Reabilitação Física precisa de mais especialistas

Justino Victorino / Huambo

Jornalista

No total, 50 técnicos especializados em ortoprotesia são necessários, com urgência, no Centro de Medicina e Reabilitação Física Princesa Diana, no Huambo, anunciou, ontem, o director do hospital.

17/09/2022  Última atualização 07H10
Centro pretende ser uma das principais unidades hospitalares de referência da província © Fotografia por: DR

Sabino Colino Adão adiantou que, devido ao número de pacientes atendidos diariamente no centro, numa média de 50, é urgente ter mais técnicos especializados, em determinadas áreas, como forma, também, de garantir a qualidade nos serviços prestados. "A ortoprotesia é uma destas áreas que precisa da máxima atenção, o mais rápido possível, pois só conta com 17 quadros”, disse.

Devido a falta de especialistas suficientes em ortoprotesia, lamentou, o centro tem tido algumas dificuldades para tratar determinados casos, que requerem fisioterapeutas especializados. Quanto ao fabrico de próteses, o director do hospital, informou que o centro produz, em média, 64 próteses, 161 órteses e 100 pares de muletas, por mês. "O centro tem uma capacidade de internamento de 30 pacientes e trabalha com 177 funcionários”, admitiu.

O centro, destacou, pretende tornar-se, em breve, na principal referência da província e do país, quanto à reabilitação. Para alcançar esta meta, Sabino Adão revelou que foi criado um auditório para o aprimoramento dos profissionais do hospital, de forma a conciliar a prestação e assistência sanitária à produção e capacitação  contínua dos quadros.

"É um espaço equipado com novas tecnologias, que o tornam numa referência no domínio da reabilitação física, um serviço apoiado pela montagem de uma nova linha de fabrico de próteses e órteses”, afirmou.

O centro, disse, tem sob acompanhamento um total de 5.866 pacientes, distribuídos em medicina, pediatria, fisioterapia, reabilitação pediátrica, psicologia, cardiopneumologia, ortoprotesia e ainda fisioterapia respiratória. Por dia, contou, o centro recebe 500 a 600 pessoas, algumas delas com deficiência.

 Fundado em 1979, pela Princesa Diana e reinaugurado por sua Alteza Real Henry Charles David  Duque de Sussex, aos 27 de Setembro de 2019, o centro é uma unidade hospitalar secundária, especializada em medicina física e reabilitação da rede Hospitalar Provincial, integrado no Sistema Nacional de Saúde.

O centro recebeu a denominação actual em homenagem à Diana, Princesa de Gales, que visitou a cidade do Huambo em 1997, com o intuito de sensibilizar as pessoas sobre as consequências do uso de minas terrestres.

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