Cultura

Centro Chiloango vai ser reabilitado

Bernardo Capita | Cabinda

Jornalista

O Centro Cultural Chiloango, em Cabinda, vai beneficiar de obras de restauração, dentro de dias, para torna-lo mais acolhedor e financeiramente rentável, confirmou o secretário provincial da Cultura, Ernesto Barros André.

14/11/2022  Última atualização 14H11
Governadora Mara Quiosa não gostou do cenário actual do centro © Fotografia por: António Soares | Edições Novembro | Cabinda
Em declarações à imprensa, no final de uma visita que a governadora da província, Mara Quiosa, efectuou, no sábado, ao Centro Cultural Chiloango para se inteirar das condições do imóvel e da sua gestão, Ernesto Barros André afirmou que o Governo poderá muito brevemente reabilitar aquele empreendimento cultural, tendo em conta o seu estado de degradação que requer uma intervenção para dotá-lo de melhores condições de acomodação.

Segundo o responsável máximo da Cultura na província, a realização de espectáculos bem como de outras actividades estão quase que condicionadas no Centro Cultural Chiloango, devido ao estado de degradação em que o mesmo atingiu, com destaque para o telhado que provoca infiltrações de água no seu interior causando danos às infra-estruturas do imóvel.  

Ernesto Barros André não indicou a data para o arranque das obras, mas segundo apurou o Jornal de Angola, caso venham a acontecer será a terceira intervenção que o Centro Cultural Chiloango irá beneficiar, depois da primeira que aconteceu em 2003 e a segunda em 2014, tendo a última empreitada custado cerca de quinhentos mil dólares, num investimento do Governo da província de Cabinda, que incluiu para além da reabilitação total do imóvel, o apetrechamento técnico e tecnológico.

Outra dificuldade apontada por Ernesto Barros André, que condiciona o funcionamento normal do Centro Cultural Chiloango, tem a ver com o problema técnico derivado do  estado obsoleto de mais de três mil rolamentos que garantem a movimentação automática de assentos (cadeiras) que se encontram encravados.

O Centro Cultural Chiloango é administrado pela secretaria provincial da Cultura, que segundo Ernesto Barros André não possui orçamento para suportar as despesas de manutenção do imóvel.

O responsável disse que para manter funcional o centro têm recorrido as verbas angariadas pelo aluguer do espaço para a realização de eventos de particulares naquele recinto.    

"O Centro Cultural Chiloango não tem orçamento, funciona com os seus próprios recursos. A manutenção das infra-estruturas é muito dispendiosa. As receitas que arrecadamos são insuficientes para suportar as nossas necessidades”, lamentou.

O Centro Cultural Chiloango, que até em meados de 2002 era uma sala de espectáculos (cinema), de uma entidade privada, tornou-se depois da sua primeira reabilitação, em 2003, num espaço moderno e multidisciplinar,  passando a acolher qualquer tipo de cerimónia, desde conferências, actividades culturais, banquetes incluindo casamentos e galas, que se tornaram as mais concorridas.

O Chiloango possui entre outras áreas de serviço, a comercial com dez lojas, três restaurantes e uma discoteca. Possui, igualmente, uma área de projecção de filmes e uma escola de música, com todos os equipamentos.

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