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Centralidade da Halavala no Bailundo vai albergar mais de três mil famílias

A Centralidade da Halavala, localizada no município do Bailundo, a 75 quilómetros da cidade do Huambo, inaugurada, ontem, pelo Presidente da República, vai albergar 3005 famílias.

14/05/2022  Última atualização 09H25
© Fotografia por: DR

O Presidente João Lourenço fez o corte da fita e o descerramento da placa que simboliza a abertura do processo de acesso e uso das residências, de manhã, sob ovação de centenas de cidadãos provenientes de bairros do município do Bailundo, que se deslocaram ao local para testemunhar o acto.

Após o corte da fita, o Presidente da República, que não prestou declarações à imprensa, visitou, demoradamente, o Centro Médico, de 23 camas, sendo a maioria para crianças, e o Instituto Técnico Profissional, de 12 salas, da centralidade, tendo, no primeiro ponto, feito a entrega de uma ambulância.

No termo da visita, o Chefe de Estado, que termina a visita de dois dias ao Huambo, hoje, com um acto político de massas, procedeu à entrega das chaves aos três primeiros moradores da Centralidade da Halavala.

Jeremias Katiavala, um dos contemplados, disse ter realizado um dos principais sonhos. De 29 anos e a residir no município do Bailundo, o jovem, que se dedica ao empreendedorismo, contou que a casa onde se encontra a viver, actualmente, carece de melhores condições de habitabilidade.

"As minhas condições de vida vão melhorar, significativamente, tendo em conta as existentes aqui na centralidade. Nunca pensei que um dia fosse viver numa centralidade!”, desabafou.

Outro beneficiado foi Anacleto Chivala, de 60 anos. Antigo combatente e veterano da pátria, este cidadão considerou a conquista da casa, na centralidade, um grande reconhecimento do Estado angolano pelo esforço empreendido em prol do país. "Esperei muito por este momento”, salientou, visivelmente emocionado, Anacleto Chivala, que vivia há 15 anos em casa arrendada.

Centralidade da Halavala

A Centralidade da Halavala, construída numa reserva fundiária do Estado, de cerca de 100 metros quadrados, é constituída por edifícios de quatro pisos com oito apartamentos, cada, e moradias de um e dois pisos, todas de tipologia T3, num total de 3005 habitações.

A capacidade de habitação é de mais de 21 mil moradores, tendo como base um agregado familiar de sete membros.

Em termos de equipamentos sociais, conta com dois jardins-de-infância com nove salas, duas escolas primárias de 24 salas, dois centros infantis de 12 salas, uma escola secundária de 12 salas, um Instituto Técnico Profissional de 12 salas, um Centro Médico com 23 camas, duas quadras desportivas e uma esquadra policial, inaugurada, também ontem, pelo ministro do Interior, Eugénio Laborinho.

No que às infra-estruturas diz respeito, a Centralidade da Halavala dispõe de um sistema de abastecimento de água, de tratamento de águas residuais, de transporte e transformação de energia eléctrica e um sistema de encaminhamento de águas pluviais. A centralidade, a terceira que a província do Huambo ganha, contempla, ainda, 210 estabelecimentos comerciais e espaços verdes.

Programa Nacional de Urbanismo e Habitação

O ministro das Obras Públicas e Ordenamento do Território, Manuel Tavares, referiu que estes tipos de centralidades, com infra-estruturas integradas, em construção em várias províncias do país, enquadram-se no âmbito do Programa Nacional de Urbanismo e Habitação, em execução desde 2009 e evidencia a capacidade do Governo de Angola de ordenar e transformar o território em cidades resilientes, inclusivas e ambientalmente acolhedoras da qualidade de vida e dignidade humana.

Acrescentou que as mesmas respondem, de forma positiva, ao compromisso assumido pelos Estados-membros da UN-Habitat (Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos) do qual Angola é membro do Conselho Executivo.

"Esta imponente Centralidade da Halavala junta-se a uma malha geral urbana da província do Huambo que, no âmbito do Programa Nacional de Urbanismo e Habitação, conta com mais duas centralidades já inauguradas e habitadas”, afirmou.

O ministro referia-se às centralidades do Lossambo, no município do Huambo, já totalmente ocupada, e da Fernandes Faustino Muteka, na Caála, com 3 300 moradores, das 4 mil e uma unidades habitacionais do projecto.

 

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