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CEDEAO suspende Guiné e pede libertação de Alpha Condé

Os líderes da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) suspenderam esta quarta-feira a República da Guiné dos seus órgãos de decisão e decidiram enviar uma missão ao país, apelando para a libertação do Presidente, detido num golpe de Estado.

08/09/2021  Última atualização 23H16
© Fotografia por: DR

A CEDEAO "decidiu suspender a Guiné de todos os seus órgãos de decisão e solicita que estas decisões sejam aprovadas pela União Africana e pelas Nações Unidas”, apontou o ministro do Negócios Estrangeiros do Burkina Faso, Alpha Barry, após uma cimeira realizada por videoconferência.

De acordo com o governante, citado pela agência France-Presse (AFP), uma "missão de alto nível” será enviada para aquele país nesta quinta-feira para "discutir com as novas autoridades”.

Segundo Barry, após esta missão, que tem, actualmente, uma duração indeterminada, a CEDEAO "irá rever as suas posições”.

O chefe da diplomacia do Burkina Faso referiu ainda que os líderes da organização regional "exigiram o respeito pela integridade física do Presidente Alpha Condé”, que foi deposto no domingo, e a "libertação imediata” do chefe de Estado e de todos os que foram presos.

Alpha Barry apelou ainda aos militares para "colocarem em prática um processo que permita um regresso rápido à ordem constitucional normal”.

Alpha Condé, que governou o país desde 2010 até ao passado domingo, foi derrubado e preso por membros do Grupo das Forças Especiais do Exército do país, liderado pelo tenente-coronel Mamady Doumbouya, que justificou o golpe como uma acção para criar as condições para o Estado de direito.

Os golpistas dissolveram as instituições de Estado do país no passado domingo. Foi instituído um recolher obrigatório nocturno, e a Constituição do país e a Assembleia Nacional foram ambas dissolvidas.

 

 

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