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CEDEAO quer eleições até ao final de Janeiro

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) pediu a realização de eleições legislativas na Guiné-Bissau até final de Janeiro e que a data seja conhecida até à próxima cimeira da organização, marcada para  22 de Dezembro.

14/12/2018  Última atualização 08H04
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Em comunicado, a missão da CEDEAO, liderada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da Nigéria, Geoffrey Onyeama, referiu “grande surpresa” e “incompreensão total” com as medidas tomadas para parar o processo eleitoral em curso, num momento em que, “em resposta aos pedidos de certos actores políticos e do Governo, uma equipa de auditores da organização foi destacada para assegurar a transparência do processo”.
“A delegação convida as autoridades a levantar os bloqueios, a retomar o processo eleitoral e a finalizar o recenseamento, bem como as outras etapas do processo”, diz o comunicado.
A CEDEAO felicita os progressos alcançados no recenseamento eleitoral, indicando que já estão registados 95 por cento dos eleitores, ou seja, cerca de 800 mil dos 900 mil previstos. A organização, que tem mediado a crise política na Guiné-Bissau, manifestou  “muita preocupação” com o clima político no país, marcado por acusações sobre alegadas irregularidades no recenseamento. Durante a visita a Bissau, a delegação reuniu-se com o Presidente   José Mário Vaz, o primeiro-ministro Aristides Gomes e o procurador-geral da República. As eleições legislativas na Guiné-Bissau estavam inicialmente marcadas para o dia 18 de Novembro, mas dificuldades na preparação do processo, nomeadamente atrasos no recenseamento eleitoral, levaram ao adiamento do escrutínio.

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