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CEDEAO exige libertação imediata de Alpha Condé

Os líderes dos Estados-membros da CEDEAO suspenderam, quarta-feira, a Guiné dos órgãos de decisão e decidiram enviar uma missão ao país, apelando para a libertação do Presidente Alpha Condé, detido num golpe de Estado, no domingo.

10/09/2021  Última atualização 07H00
Golpistas dissolveram as instituições de Estado © Fotografia por: DR
 A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) "decidiu suspender a Guiné de todos os seus órgãos de decisão e solicita que estas decisões sejam aprovadas pela União Africana (UA) e pelas Nações Unidas”, apontou o ministro do Negócios Estrangeiros do Burkina Faso, Alpha Barry, após uma cimeira realizada por vídeo-conferência.
De acordo com o governante, citado pela AFP, uma "missão de alto nível” segue para a Guiné para "discutir com as novas autoridades”.

Segundo Barry, após esta missão, com duração indeterminada, a CEDEAO "irá rever as suas posições”. O chefe da diplomacia do Burkina Faso referiu ainda que os líderes da organização regional "exigiram o respeito pela integridade física do Presidente Alpha Condé”, deposto domingo, e a "libertação imediata” do Chefe de Estado e de todos os que foram presos. Alpha Barry apelou ainda aos militares para "colocarem em prática um processo que permita um regresso rápido à ordem constitucional normal”.

Alpha Condé, que governou a Guiné desde 2010 até ao passado domingo, foi derrubado e preso por membros do Grupo das Forças Especiais do Exército do país, liderado pelo tenente-coronel Mamady Doumbouya, que justificou o golpe como uma acção para criar as condições para o Estado de direito.

Os golpistas dissolveram as instituições de Estado do país no passado domingo. Foi instituído um recolher obrigatório nocturno, e a Constituição do país e a Assembleia Nacional foram ambas dissolvidas.

O Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou "qualquer tomada de poder pela força das armas”.
Na segunda-feira, o líder militar prometeu uma "consulta global para descrever as principais linhas da transição”, que "se abre sob o signo da esperança e de uma nova Guiné reconciliada consigo mesma, com todos os filhos do país”.

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