Cultura

Cazenga será transformado em palco cultural luandense

Manuel Albano |

Jornalista

A criação de condições para transformar o município do Cazenga na “Capital da Cultura em Luanda”, até Janeiro do próximo ano, é uma das apostas do Governo da Província de Luanda (GPL), através da Direcção Provincial da Cultura, Turismo, Juventude e Desportos.

24/11/2021  Última atualização 08H25
O centro da exposição é o simbolismo histórico do acervo museológico do Museu Afro-Brasil © Fotografia por: DR
Segundo Manuel Gonçalves, a ideia é aproveitar as celebrações do dia 9 de Janeiro, comemoração de mais um aniversário desde que o Cazenga foi elevado à categoria de município, bem como o 8 de Janeiro, Dia da Cultura Nacional, pelo elevado simbolismo histórico e político para se criar de debates sobre as dinâmicas culturais e integração no processo de reconstrução do país.

Manuel Gonçalves reconheceu o potencial do trabalho que tem sido desenvolvido durante anos, inclusive nos momentos bastantes apertados financeiramente, sobretudo pela Associação Globo Dikulo, que tem sido um exemplo de superação e determinação no ensino das artes e ofícios às comunidades carenciadas locais.

O director Provincial da Cultura, Turismo, Juventude e Desportos, que foi convidado para a inauguração, no passado sábado, da exposição colectiva no Centro Anim’Arte do Cazenga, disse que a atribuição em 2020 do Prémio Nacional de Cultura e Artes, deixa patente o trabalho que tem sido desenvolvido pela instituição ao longos de três décadas de promoção e dinamização das actividades artísticas. "Vamos aproveitar as boas relações existentes para promover também aqui o projecto ‘Tuxike Odikanza’, para ensinar a juventude a ganhar habilidades na aprendizagem da dikanza”.

Na ocasião, a directora Municipal dos Tempos Livres, Juventude e Desportos do Cazenga, Beatriz Correia Victor, referiu ser importante a juventude tirar o maior proveito dos encontros e actividades artísticas e culturais que têm sido promovidas pela Globo Dikulo.

Elogiou a parceria existente entre os angolanos e brasileiros, o que tem permitido criar maior proximidade entre os povos. "Vamos continuar a apoiar iniciativas do género, principalmente por fomentar novos factos culturais localmente e de certa forma promover o turismo cultural”.


Formação artística

Apostar na formação artística dos jovens das comunidades do municípios do Cazenga tem sido um dos grandes desafios da nova direcção da Globo Dikulo, agora presidida por Glória da Silva.

Os projectos, frisou, estão virados para maior divulgação das artes cénicas, danças, artes e ofícios, inclusive a música, por serem disciplinas artísticas que congregam o maior número de jovens das comunidades carenciadas. "A promoção do intercâmbio com instituições nacionais e estrangeiras e a de parcerias através do Festival Internacional de Teatro do Cazenga (Festeca) vai continuar a constar entre as prioridades da associação”, garantiu.


  Dia da Consciência Negra no Brasil

"Despertar Consciências” é o título da mostra fotográfica que fica patente até 30 deste mês, no Centro de Formação e Animação Artística do Cazenga, em homenagem ao 20 de Novembro, Dia da Consciência Negra, que foi celebrado no sábado, no Brasil.

Com 70 imagens fotográfica de momentos de uma visita guiada, há dois anos, pela Associação Globo Dikulo, por alguns dos locais e sítios históricos no centro da cidade de São Paulo, no Brasil, a exposição, enquadrada no âmbito do intercâmbio Angola - Brasil, no fortalecer da troca de experiência e das relações de amizade entre os dois povos.

O centro da exposição é o simbolismo histórico do acervo museológico do Museu Afro-Brasil, considerado um dos principais pontos de atracção turística da cidade de São Paulo.

A mostra resulta da experiência da delegação angolana no Brasil, no âmbito de um intercâmbio entre o Colectivo Raízes e a Associação angolana Globo Dikulo, inserida na segunda edição do Festival de Cinema, Artes e Literatura Africana (Fescala).

O público pode ver as imagens captadas pelas fotógrafas brasileiras Ana de Oliveira e Ana Lú e o antropólogo angolano Inocêncio Oliveira. A exposição tem dois textos de apoio escritos pela actriz e pesquisadora brasileira Michelle dos Santos Lomba.

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