Cultura

Catete: Conferência sobre Neto é o ponto mais alto

Roque Silva

Jornalista

Uma série de actividades culturais e recreativas marcam até sábado, a edição 2022, do Festineto, no município de Icolo e Bengo, em Luanda.

03/10/2022  Última atualização 08H10
Festival teve início no sábado com feira de gastronomia © Fotografia por: Eduardo Pedro | Edições Novembro

Aberta no passado sábado, no Centro Cultural Dr. António Agostinho Neto, em Catete, com a nona edição da Feira Internacional de Gastronomia, Cultura e Artes, o Festineto promove, em várias localidades daquele município, palestras, concertos de música, espectáculos de teatro, exposições de livros e de artes plásticas.

O administrador executivo da Fundação António Agostinho Neto (FAAN) disse, sábado, ao Jornal de Angola, que o Festineto 2022 terá como ponto mais alto a realização de uma conferência sobre a vida e obra do primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, dirigida à juventude. Amarildo da Conceição disse que a conferência acontece, na próxima sexta-feira, no Centro Cultural Dr. António Agostinho Neto, em Catete, e tem como destaque a realização de debates sobre a figura de Neto.

No colóquio, em que os prelectores serão estudiosos nacionais e estrangeiros, será revista a posição do Fundador da Nação enquanto político, homem de cultura, das ciências e de família.

Segundo o administrador executivo da Fundação António Agostinho Neto (FAAN), a presente edição do Festineto acontece excepcionalmente em Outubro.

Diferente da edição anterior, as actividades concentram-se no município Icolo e Bengo, localidade que viu nascer o Fundador da Nação, tendo justificado que o festival foi desenhado para acontecer, apenas, no Centro Cultural Dr. António Agostinho Neto, em Catete. "Tiveram que expandir devido a reclamações de que fomos alvos de associações, promotores culturais e artistas, sobre a concentração excessiva das festividades numa única localidade”.

 Nos anos passados, disse, entendeu-se que era necessário expandir as actividades pelo facto de estarmos a falar de um homem em que todo angolano, no país e no exterior, revê-se nele. Por isso, continuou, nos anos anteriores, houve algumas excepções, o que nos obrigou a sair do perímetro de Icolo e Bengo, em particular, e Luanda de uma forma geral. "Valeu a pena por ter permitido partilhar a vida e obra do Fundador da Nação”.

O administrador executivo da FAAN realçou o facto da necessidade de a terra que viu nasceu Agostinho Neto, por ser um espaço histórico. "Seria uma oportunidade boa para convidar as pessoas a visitarem Icolo e Bengo, por ser rica em histórias ligadas ao Fundador da Nação. E é um local onde muitas coisas não acontecem, diferente de um pouco por todo o país”, disse.

Considerou, por outro lado, positiva a nona edição da Feira Internacional de Gastronomia, Cultura e Artes, tendo em conta a adesão do público, com números a rondar os mais de mil visitantes, entre nacionais e estrangeiros. "Houve uma miscelânea de pessoas de várias nacionalidades que decerto procuraram conhecer melhor, uns aos usos e costumes de outros, o que é positivo”. 

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