Especial

Casamento tradicional bantu eleva valor da união

Hoje, comemora-se o Dia Mundial do Casamento Tradicional Bantu. Em Angola, este facto tem um elevado valor cultural por se tratar da união entre dois seres (homem e mulher), cuja celebração depende, exclusivamente, da tradição dos pais da noiva, assim como da região em que são oriundos, a julgar pelos hábitos e costumes de ambas as partes, considerou a psicóloga Kanguimbo Ananaz, em declarações ao Jornal de Angola a propósito da data.

13/02/2022  Última atualização 06H20
© Fotografia por: Edições Novembro
Maria Manuela Cristina Ananaz, ou simplesmente Kanguimbo Ananaz, sublinhou que qualquer sociedade tem os seus hábitos e costumes e disso Angola não foge à regra. Deste modo, considera o casamento tradicional como um acto de enorme interesse cultural na sociedade angolana pela própria conservação de hábitos e costumes que reconhecem determinado povo.


Este acto, na visão da também docente universitária valoriza a mulher e sua família que a gerou e criou, traduz um estímulo às virtudes no seio das famílias angolanas, estando em causa, não apenas a formação de uma nova família, mas acima de tudo o estabelecimento de uma junção entre as partes, independentemente da sua formação académica ou não.


Disse, por outro lado, ser um acto de muita responsabilidade, porquanto, caso o casal viva algum conflito, que possa descambar para separação, os familiares das duas partes reúnem-se para o devido aval ou não, após uma análise profunda sobre o assunto.


A docente considerou que, apesar de não ter algum cunho administrativo e jurídico, ter chegado o momento para que tenha um artigo jurídico que defenda este tipo de casamento, a julgar pelo tempo da sua existência, seus princípios e regras, devendo, no entanto, ser analisado e constar de um projecto para a discussão no Conselho de Ministros e levado para a Assembleia Nacional.


Deste modo, a psicóloga defende a legalização do casamento tradicional junto das autoridades afins, a exemplo de outros países que respeitam este tipo de união do qual Angola não foge à regra.


"Os mais velhos ao nível dos municípios, distritos, bairros e aldeias, assim como juristas com uma certa experiência devem ser chamados para interagir com responsáveis de outras regões do nosso continentes para a troca de experiencias. É altura e penso que tudo isto passa pelo diálogo, pois é importante que este casamento tenha o estatuto que merece”, considerou. 


António Damião, 68 anos, residente num dos bairros da comuna da Funda, em Cacuaco, Luanda, contou que já esqueceu o número de pedidos recebido e efectuados na família, revelando que nos dias que correm, normalmente, depois de um período de namoro, o casal acerta para apresentarem-se aos pais da noiva, num chamado bate-porta que constitui o primeiro passo para a formalização da futura união. 


Para o efeito, neste acto, o noivo é acompanhado da família principal, pais, tios, e tias, irmãos e demais parentes chegados.

No local, as duas famílias abordam interesse da presença da sua presença e falam de tudo um pouco a respeito da futura união dos dois pretendentes ao casamento e marcam o passo seguinte. 


No final da conversa, como gesto de agradecimento entregam o que levaram, normalmente bebidas entre grades de cerveja, gasosa, garrafão de vinho, em quantidades não exigidas pela família da noiva.


Ultrapassados os diferendos, a parte visitante é convidada para um almoço sentando-se à mesma mesa para confraternização, dependentemente da família da noiva e marca mais um passo a seguir que por norma consiste na elaboração de um documento que é enviado com antecedência aos pais da noiva a enumerar os itens necessários e que farão acompanhar da carta de pedido e a data da realização do pedido de casamento.

A lista é enorme, sendo esses bens levados no acto da cerimónia. Na falta de algo solicitado na lista, em algumas famílias, pode criar um desacordo, partido em muitas ocasiões para multas à pedido dos "ofendidos” (familiares da noiva).

Dentre acompanhantes da Carta de Pedido, realça-se o valor monetário que varia de 100 a 300 mil ou mais kwanzas, dependendo da família da noiva, um fato completo, calçados, gravata e cinto para o pai, mudas de panos, quimones e calçados para a mãe, lenços, sandálias e bebidas alcoólicas.

Dá-se cervejas e gasosas que podem variar entre 10 e 20 grades, um ou mais garrafões de vinho, garrafas de amarula, whiskies, sumos, cigarros, grossa de fósforos e outros, além de cabrito e em alguns casos sacos de fuba, arroz, caixas de massa alimentar e outros presentes simbólicos.


 Acto marcante nas famílias  


O advogado David Pedro considera o casamento tradicional bantu um acto com cunho cultural bastante marcante para as famílias em todo o território nacional, pois trata-se de uma tradição que dura séculos, embora os procedimentos variem de região para região e sofrer de algumas alterações na sua essência ao longo dos anos.


Sublinhou que "é um direito adquirido da família no que consistem os costumes tradicionais, onde a partir de uma cerimónia, o homem se torna esposo de uma mulher mediante rituais, tendo em conta os costumes regionais”.

Ainda de acordo com David Pedro, "esta tradição é bastante forte e tem sido considerada em várias famílias como o acto mais importante do que um enlace matrimonial civil ou mesmo religioso”, clarificou.


Na região dos Kimbundos, nomeadamente, Malanje, Cuanza-Norte, Luanda e Bengo, por exemplo, os hábitos e costumes, neste aspecto não se diferenciam muito, onde é visto na cerimónia, a entrega dos dotes exigidos pela família da noiva à família do noivo, através de uma carta endereçada com itens necessários. 


No Cuanza-Norte, por sinal sua terra natal, o advogado conta que tudo começa com uma carta de pedido ou apresentação da família do noivo, sempre acompanhada de uma ou mais garrafas de bebida. 

"Nos tempos remotos, a carta era acompanhada, também, com um valor monetário simbólico e uma garrafa de bebida alcoólica, sem qualquer exigência da parte da família da noiva, pois tudo dependia da situação financeira de quem faz o pedido”, explicou o jurista David Pedro. 

Hoje, há certas mudanças neste casamento emblemático angolano, o que leva, muitas vezes, a confundir alambamento com pedido de casamento”, concluiu.

 
Visão da igreja
O frei Kaunda Bige considera como primeiro passo para a realização do casamento tradicional bantu, o encontro de dois jovens, o rapaz e a rapariga, o que chama etapa de namoro, de se conhecerem e é de opinião que esta etapa é que vai definir o futuro dos dois, o que pode vir a dar certo ou não, por ser um assunto muito complexo em que os aspectos económicos, sociais e religiosos estão, por vezes, tão intrincadamente misturados que não se podem separar.

"Para o africano, o matrimónio é o centro da existência. É o lugar de encontro de todos os membros de uma comunidade, sistematiza e controla a vida social, visto que organiza as relações entre parentes e vai fixando a filiação”, confirma o padre.

O padre católico considera o matrimónio em África como um acto muito mais englobante que na Europa, cuja polarização ocidental sobre a dimensão sexual e conjugal resulta sempre um motivo de surpresa para o africano.

O sacerdote vai mais afundo e afirma que antigamente a rapariga casava-se virgem e era uma honra para ela e pela sua mãe, que soube educá-la a ser uma boa mãe para a sociedade, coisa que hoje já não acontece.

"Muitos (as) jovens acham isso relativo, casar virgem ou não, é coisa do passado”,  salienta o padre. Para ele, o matrimónio  tradicional bantu é uma aliança que legitima uma nova família enriquecedora e une linhagens sem a intervenção de autoridades políticas, os dois grupos baseando-se na união firmam um contrato.

"O matrimónio não diz só respeito a uma pessoa, o rapaz ou a rapariga, mas sim, os dois grupos a que pertencem estão ali comprometidos, é essencialmente fonte de vida. A sua estrutura sócio-religiosa exige a procriação, que ocupa o cume da hierarquia tradicional bantu”, esclareceu o padre, considerando a procriação como o fim primário do casamento. a procriação.

"O bantu com filhos sente-se seguro e protagonista da história da sua comunidade e ele próprio se torna história. A sua existência fica justificada e a missão da sua vida, sacralizada”, conclui o frei Kaunda Bige.


União entre homem e mulher deve ser um acto voluntário

No dia em que o mundo assinala o Dia do Casamento, o responsável da 10ª Conservatória de Registo Civil da Comarca de Luanda, Octaviano Justino Macuva, defendeu que o casamento deve ser uma união voluntária entre um homem e uma mulher, formalizada nos termos da Lei, com o objectivo de estabelecer uma plena comunhão de vida.

O conservador realçou que o referido conceito está plasmado no artigo do Código da Família da República de Angola. Octaviano Macuva explicou ao Jornal de Angola que o Dia Mundial do Casamento é uma data reconhecida internacionalmente, referindo que o 13 de Fevereiro é em homenagem aos cônjuges e ao enlace  como meio de fundação de uma família e de união da sociedade.
Defendeu que a data deve ser preservada, porque celebra tudo o que está envolvido com a união matrimonial, sendo o dia ideal para lembrar os votos de casamento, para pedir em casamento ou mesmo para casar.

O conservador informou que a 10º Conservatória regista, anualmente, entre 400 e 500 matrimónios. Por exemplo, de Janeiro a Dezembro de 2021, foram realizados um total de 415 casamentos, apesar da fase pandémica, por causa da Covid-19.

Questionado sobre os números de divórcios, Octaviano Macuva referiu que os casos são relativos. Tal como há casamentos, registam-se alguns processos de divórcio por mútuo acordo, e que não mereceram desistência por parte de nenhum dos respectivos cônjuges requerentes.

As causas que têm estado na base dos divórcios por mútuo acordo, nunca são revelados por estes nos respectivos processos que nos chegam, pelo facto de não ser imperatividade legal para o divórcio.
O responsável lembrou que, em alguns casos, há casais que conseguem revelar de forma verbal os motivos da separação.
Acrescenta também que o principal pilar do casamento é a existência da confiança e não esquecermos o diálogo, respeito, fidelidade, lealdade e sobretudo compromisso de ambos em saber vencer as dificuldades da relação.


Cerimónia tradicional perdeu espaço para a modernidade

Cihako (símbolo da aliança, traduzido em português) que a família da mulher entrega à do noivo, depois da recepção do dote, é um ritual da cultura Lunda e Cokwe que os ancestrais observavam em ocasiões de casamentos tradicionais, mas que, nos dias de hoje, sofreu um "assalto” das cerimónias modernas.

Na época da anciã Issala José, após a cerimónia, o casal tinha quatro dias para a lua-de-mel, com uma bacia de fubá e galinha que a família da noiva oferecia à outra parte, para provar as suas habilidades na cozinha, culminado com a autorização para assumir  a posse da casa, figuravam entre as últimas etapas de confraternização do casamento tradicional.

A honra, dignidade e o relacionamento entre as famílias facilitavam a aproximação de pais ou tutores do pretendente às raízes da  mulher, contou ao Jornal de Angola a anciã Issala José.

O estabelecimento da futura relação conjugal , começava a partir da passagem pela circuncisão do rapaz e  o primeiro ciclo menstrual da menina, disse.

Issala José avançou que o sucesso do diálogo visava essencialmente a efectivação do noivado, uma espécie de namoro com compromisso de casamento, que obrigava a parte solicitante à entrega de um tributo, no caso, o alambamento composto por prato, barro branco e uma enxada.

Marcada a data para o casamento, as duas famílias barravam os rostos dos noivos com terra vermelha e húmida, em rituais separados, com a finalidade de proteger o casal de supostas forças malignas, explicou. Este ritual , disse, era o culminar de toda a cerimónia de noivado.

Com a canção Minga laula-lauléee (Minga acorde), entoada em várias estrofes com um verso cada , a noiva era levada às costas por uma tia, para a casa do noivo, com a parte superior do corpo coberto por missangas e um pano na zona inferior sobre um guarda-sol, rodeada por membros da sua família, com uma enxada e um prato com o barro branco (tchihaco).
O percurso para levar a noiva até ao seu futuro lar, atraía  a atenção dos transeuntes, pois era o anúncio da chegada da esposa, explicou.

 A recepção da delegação decorria num ambiente de festa, cuja duração poderia depender das possibilidades económicas dos organizadores, com um cenário dominado por música, dança, comidas típicas da gastronomia identitária e bebida, contou Issala José.

A festa, referiu , deve obrigatoriamente ser encerrada na casa dos recém-casados. Os familiares da jovem casada preparavam, igualmente, um enxoval representado por louça, recipientes para água e bens alimentares nos primeiros sete dias da vida conjugal.
Issala José disse que o casamento tradicional está praticamente em extinção na cultura Lunda e Cokwe, fruto da invasão da modernidade. Defendeu acções por parte das famílias conservadoras e outras forças vivas da sociedade para o resgate da tradição.
 
A dança do ventre

Residente na aldeia Muatchissua, arredores da cidade do Dundo, município do Chitato, Issala José lamenta a perda de muitos valores culturais a volta do casamento tradicional e alertou para o resgate, por exemplo, do kafundeji (noiva) e ukule, que consiste num ritual de iniciação feminina, realizado após a primeira menstruação da adolescente.

Os rituais em referência são marcados por várias noites, durante as quais, a jovem (kafundeji) aprende uma dança do ventre, apreciada pelos Cokwe e que antecipa as relações sexuais, com instruções concretas sem tábuas nem preconceitos, onde é pintada com tatuagens púbicas (mikonda) para fins eróticos.

"Os ritos femininos realizam-se após o aparecimento da primeira menstruação e são assegurados pelas mulheres mais experientes da aldeia, que transmitem às neófitas os mistérios da sexualidade, do nascimento e da fertilidade, pois estes ritos visam, sobretudo, a preparação para o casamento”, explicou.
Issala José disse que a rapariga fica apta para o casamento, para a sua missão fundamental, que é ser mãe. Os ritos de puberdade definem oficial e publicamente a sua capacidade, valor e estima como procriadora e continuadora da geração.
A anciã, de 67 anos, casada no sistema tradicional, condena a perda da originalidade em várias famílias Lundas, com um pendor muito forte nos valores monetários em em troca da honra e dignidade, convertendo os pedidos de casamento feitos às filhas como oportunidade para o "lucro fácil”.

Mas, para a mulher assumir-se como tal, é vital que se submeta aos rituais de iniciação, enquanto corolário da socialização comunitária que a prepara desde cedo para os papéis femininos, apelou.

Os rituais de iniciação, segundo Issala José, representam na cultura o renascimento da rapariga para a condição de mulher adulta e para a sua missão fundamental de ser mãe. Depois disso, ela está imediatamente disponível para o casamento, afirmou.

 
Em África, o tradicional é mais importante
O jurista Belmiro dos Santos disse que, tradicionalmente, o casamento é o que mais tem importância no seio de um casal ou familiares, isto, na cultura dos povos africanos (Angola não está isenta), por ser uma regra costumeira com força jurídica que não contraria a Constituição nem atenta contra a dignidade da pessoa humana.

"Antes de os casais poderem reunir requisitos para contrair um casamento juridicamente esclarecedor, devem passar para o casamento tradicional, que é aquele que os vai consagrar e orientar para uma longa caminhada das vidas a que os dois estarão sujeitos”, sublinha.

Segundo o jurista, muito embora, hoje, não se dá o maior valor aos casamentos tradicionais, mesmo assim continua a ser um dos pilares importantes para fortalecer uma união duradoura no laço amoroso entre os nubentes, tudo porque contém o maior respeito costumeiro vindo de cada uma das partes familiares. "Este é um dos focos a se ter enconta para que o casamento vá mais além”.

Belmiro dos Santos chama a atenção que o casamento tradicional pode ser contraído de várias formas, desde que as famílias tenham acordos mútuos, esclarecidos sem ferir ou atropelar a vontade de qualquer parte. "Há regiões de África e em partes da Ásia em que os pais casam as filhas ainda com uma idade para além daquilo que é desejável, o que não é aconselhável por estas não terem amadurecido o suficiente senão mais por satisfações sexuais”, referiu o jurista.

 
Saber perdoar no lar
Para o padre, Kaunda Bige, lembra que "a tolerância e a maturidade equilibrada é considerada pelos especialistas um dos pilares mais importantes no casamento” e que "é necessário saber renunciar, suportar a existência de elementos contraditórios e tolerar”.
"No início do casamento tudo é marcado pelas expectativas, saber se o outro vai ser aquilo com que sempre sonhou”, referiu, salientando que "o primeiro grande obstáculo é superar essa obsessão, o que é difícil porque cada um veio de um mundo diferente”. Para elas, disse, o ideal é ter um homem fiel, amoroso, inabalável, que cubra de carinho e atenção.
Elas, salientou, precisam disso e para os homens, a mulher é aquela que ouve as ideias do parceiro.

O casamento, lembrou, é um acto antigo, nascido de costumes e incentivado pelo sentimento moral, religioso e cultural.
 
Violação de regras gera fim de união

Um dos motivos que leva os casamentos a serem realizados, mas sem a durabilidade do que se desejava é o não cumprimento ou atropelamento das regras costumeiras ou tradicionais.

"Vimos, anteriormente, nos tempos dos nossos pais, que o casamento tradicional tinha mais valor em relação ao juridicamente concebido, porque os dois estavam sujeitos ao cumprimento e respeito do costume implementado no seio de cada família'”, explicou o jurista.


Segundo Belmiro dos Santos, na maioria dos casos, são os noivos que possuem o orçamento (ao contrário da sociedade antiga), para suportar a cerimónia matrimonial, sendo que eles ditam a sua vontade e preferem, muitas vezes, ignorar as etapas propostas pelos familiares até chegar ao casamento propriamente dito.

Para muitos bakongos radicais, o não respeito da tradição significa a perda da identidade. "Neste caso, boicotam a cerimónia do casamento moderno, por acharem que o casamento tradicional ter maior peso cultural para as famílias”, realçou o jurista.

 
O custo do casamento

Os casamentos nem sempre são baratos, mas é preciso saber procurar a melhor forma de mantê-lo, aconselhou outro padre.   "A afeição é um dos pontos principais para um casamento feliz. Muitos, depois de casados, já não mostram o devido carinho como antes”, lamentou.

Kaunda Bige sublinhou que os mais velhos tinham a experiência, não só primavam pelos valores físicos e materiais, como por uma educação moral irrepreensível.

"Hoje gostamos de fazer casamentos luxuosos, que podem custar milhões por causa da indumentária”, disse. "Se voltarmos ao passado, o importante no casamento não era a festa, mas o tempo de partilha no casamento”, declarou o padre.

Os segredos de uma relação duradoura

À reportagem do Jornal de Angola conversou com o senhor Bezerra da Silva, com a finalidade de desvendar os segredos de um casamento duradouro. É que ele tem mais de 50 anos de relação.

No início da conversa, o mais velho desvendou um dos segredos de um relacionamento duradouro: o respeito mútuo.
Depois dessa resposta,  realçou que o facto de perder seus pais, fez com que,  aos 18 anos, começasse a traçar a vida adulta. Assim, dois anos a seguir ao início da relação com a sua amada, fez os deveres e seguiu para a vida militar.

Após o seu regresso ao lar, formalizou os deveres e constituiu família com a mulher com quem trocou o seu primeiro beijo. Hoje, o casal tem nove filhos e 30 netos.

Apesar dos anos de relação amorosa, João Bezerra da Silva disse que passou por 47 anos a estudar a amada, antes de levá-la ao altar. Com um casamento recente, o casal vive cada momento como se fosse o primeiro dia em que se viu. Mas, deixou claro que dentro do seu lar há, também, divergências.

João Bezerra avançou que o casal tem de aprender a guardar os defeitos do parceiro e as debilidades dos  filhos, que considera "a base da grande felicidade da família”.

Para um relacionamento duradouro, o mais velho diz, igualmente, que é fundamental que haja amizade entre o casal e forças para o perdão entre os parceiros.

Avelino Umba, Alberto Quiluta, Victorino Matias | Dundo e Kátia Ramos

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