Política

CASA-CE quer bolsas de estudo e salários condignos

Justino Victorino / Huambo

Jornalista

O presidente da CASA-CE prometeu, sexta-feira (12), na cidade do Huambo, mais emprego e casas aos jovens, além de garantir, bolsas de estudo gratuitas e salários condignos aos trabalhadores.

13/08/2022  Última atualização 06H30
Candidato Manuel Fernandes, presidente da CASA-CE, durante um acto político de massas © Fotografia por: Francisco Lopes | Edições Novembro

Manuel Fernandes fez a promessa durante um acto político de massas, realizado no maior mercado da província, "Alemanha”, que teve como objectivo apresentar aos eleitores o programa de governo para conquistar o eleitorado.

O político disse que, se vencer as eleições do dia 24, porventura, vai procurar materializar essas promessas, apesar de admitir que não será fácil a tarefa de ser eleito como novo inquilino do Palácio da Cidade Alta.

A CASA- CE, garantiu, tem muitas contribuições para a melhoria do nível de vida do povo angolano, em particular da província do Huambo. "Precisamos de nos submetermos ao crivo dos angolanos, para buscar o seu voto e amanhã, como servidor público, podermos resolver os problemas do povo”, desafiou.

Manuel Fernandes disse ser, por isso, que esteve no Huambo. "Estou aqui no Huambo para pedir o voto da população no número 5 (no boletim de voto), para que tenhamos, pelo menos, um deputado”, afirmou.

 

Autarquias

O candidato a Presidente da República pela CASA-CE considerou que uma das formas de resolver os problemas dos cidadãos é concretizar as autarquias.

Manuel Fernandes disse ser, por esta razão, que a CASA-CE, no seu programa de governação e manifesto eleitoral, está a propor a realização das eleições autárquicas em 2024, pois "as autarquias são um poder de proximidade para ver acatados os problemas das ombalas, aldeias e outras áreas”, disse. 

A falta de valorização da cultura nacional, nomeadamente as línguas nacionais é, segundo o político, outra preocupação para a CASA-CE. A título de exemplo, disse ser inaceitável que, até hoje, a Constituição da República não esteja traduzida em línguas nacionais. "O país precisa de cidadãos que compreendam a realidade social deste povo”, defendeu.

 

Programa eleitoral  em Cabinda

A CASA-CE vai apresentar, no próximo dia 18 de Agosto, numa actividade de massas, o seu programa de governação ao eleitorado da província de Cabinda, segundo o porta-voz da coligação nesta região, André Nduli.

Em entrevista ao Jornal de Angola, referiu que as condições estão a ser criadas para brindarem uma recepção condigna e calorosa ao seu líder Manuel Fernandes, na próxima semana, no quadro da campanha para as eleições gerais de 24 de Agosto próximo.

Em linhas gerais, descreveu o programa eleitoral da CASA-CE que propõe, para a província mais a Norte do país, a criação de mecanismos para uma resolução pacífica do problema político de Cabinda, através de um diálogo inclusivo e aberto com todas as franjas sociais, bem como abrir possibilidade para que os cidadãos possam contribuir no que for o estatuto especial.

No aspecto económico, o programa da coligação defende a retenção em Cabinda, de 15 por cento das receitas petrolíferas para sustentar a implementação de projectos de desenvolvimento da província, bem como dez por cento das receitas não petrolíferas provenientes da exploração de minérios como ouro, fosfato e da exploração madeireira, destinados a impulsionar os sectores da Educação e da Saúde.

Dentre outras acções, de acordo com André Nduli, o programa propõe um subsídio de maternidade para a mulher gestante e outro de desemprego, para ajudar os jovens a suprir as necessidades básicas.

A CASA-CE intensificou a actividade de mobilização do eleitorado porta a porta, para tentar convencer os cidadãos a votarem na coligação, à semelhança das eleições de 2017, em que elegeu dois deputados no círculo provincial de Cabinda.

O objectivo é conservar esse número ou aumentar deputados, acrescentou, considerando que a adesão dá indicativo de que vai conseguir mais parlamentares.

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