Política

CASA-CE acredita na vitória em 2022

Bernardino Manje

Jornalista

O presidente da CASA-CE, Manuel Fernandes, disse, ontem, em Luanda, acreditar que a coligação venha a formar governo no próximo ano, justificando a afirmação com o facto de, alegadamente, ser a força política mais próxima do cidadão.

25/07/2021  Última atualização 05H50
Manuel Fernandes fala em vitória em 2022
Ao fazer um balanço da visita aos mercados do Kikolo e do "Sabadão”, no município do Cacuaco, o também deputado informou que a CASA-CE está, com este tipo de visitas, a fazer um diagnóstico dos principais problemas da população e, depois, traçar as políticas que vão concorrer para soluções.

Numa intervenção própria de um período de pré-campanha, Manuel Fernandes disse que deixa aos angolanos uma "mensagem de fé e esperança”, pois "o sofrimento não é eterno”.


Sublinhou que tudo isso passa pela atitude dos eleitores, em 2022. "É preciso que, no momento da decisão, se saiba definir o sentido de voto. Porque quando estamos a colocar o X no boletim de voto, estamos a depositar o nosso futuro durante o quinquénio seguinte a um determinado número de angolanos que vão dirigir o país”, lembrou.

Manuel Fernandes disse acreditar que a CASA-CE vai ser "a escolhida” pelos eleitores, porque "é uma força cada vez mais próxima do cidadão e que coabita com os problemas do dia-a-dia dos angolanos”.

A CASA-CE, segundo o líder, tem ideias concretas para a "resolução dos problemas do povo”, mas, insistiu, "é preciso que a população nos dê este poder, que nos mandate para, em seu nome, podermos dirigir”.

Questionado sobre que ideias concretas tem a coligação para a resolução dos problemas da população, Manuel Fernandes remeteu a resposta para a véspera das eleições, quando for apresentado o Programa de Governo.


Plano estratégico

Adiantou que a CASA-CE está a trabalhar num "plano estratégico” para vencer as eleições. "Primeiro estamos a fazer um diagnóstico e, depois, a traçar as políticas que vão concorrer para a solução dos principais problemas dos angolanos”, disse. 


Fundada em 2012, a CASA-CE é a terceira maior força política na Assembleia Nacional, onde ocupava 16 dos 220 assentos. O grupo parlamentar ficou dividido ao meio, depois de o antigo líder da coligação, Abel Chivukuvuku, ter sido afastado, alegadamente, por quebra de confiança política.

Oito deputados respondem pela CASA-CE e os outros oito, entre os quais Lindo Tito,não integram qualquer bancada. Na liderança da coligação, Chivukuvuku foi substituído por André Mendes de Carvalho, que, em Fevereiro deste ano, também foi forçado a abdicar, por alegada letargia, dando lugar a Manuel Fernandes, que tenta recuperar a mística deixada pelo primeiro presidente.

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