Opinião

Cartas dos Leitores

A economia e os bancos Tenho o hábito de acompanhar debates sobre economia emitidos por rádios privadas angolanas. Temos felizmente algumas rádios privadas que convidam economistas para falarem sobre temas actuais e que têm a ver com a vida dos angolanos.

11/10/2019  Última atualização 09H00

Se hoje sei muita coisa sobre como anda a nossa economia, isso foi graças aos referidos debates, em que economistas angolanos emitem opiniões. Penso que os nossos governantes deviam também acompanhar esses debates, até porque alguns dos que neles participam fazem investigações sobre os fenómenos económicos. Que ninguém pense que sabe tudo e que não tem mais nada para aprender. Gostei de ouvir recentemente opiniões sobre o financiamento de projectos imobiliários. Há grande dificuldade de os empresários que estão no mercado imobiliário conseguirem crédito junto dos bancos , que cobram elevados juros, desestimulando cidadãos angolanos que queiram realizar negócios nessa área, num país em que há ainda muita procura de casas. Sou da opinião de que os bancos deviam ouvir por exemplo as associações de empresários para se encontrarem vias que possam viabilizar o financiamento de projectos imobiliários, sem prejuízos para as instituições bancárias. Os bancos preferem hoje fazer aplicações financeiras em produtos de pouco risco ou de nenhum risco. Importa pois que haja diálogo entre as associações empresariais e os bancos para discutirem diversos cenários, no quadro do financiamento de projectos imobiliários. Os bancos devem constituir-se, quanto a mim, em promotores do crescimento económico do país, até no interesse dos seus próprios negócios. Que as associações empresariais apresentem aos bancos propostas, com várias alternativas, para que estes as estudem e venham a considerar a concessão de crédito a investidores.

Hermínia António
Cassenda


Os bispos e o ambiente

Gostei do facto de a Conferência Episcopal de Angola e S.Tomé e Príncipe (CEAST) ter tomado posição em relação aos problemas ambientais no nosso país. Os problemas ambientais afectam negativamente a vida das nossas populações. Acho que as autoridades devem tomar nota do que a Igreja Católica tem constatado ao nível da degradação do ambiente no nosso país, e pensar já em medidas necessárias para se pôr fim às causas dos problemas ambientais em Angola. Temos felizmente no país um Ministério do Ambiente , pelo que estou certo de que este departamento ministerial saberá encontrar soluções para os problemas que existem. Não devemos permitir que pessoas, motivadas pela obtenção de lucro rápido, estejam a destruir florestas, gerando pobreza no seio das populações. É preciso que haja medidas enérgicas imediatamente, para que não aconteça o pior. Os problemas ambientais devem ser encarados com muita seriedade, devendo haver acções oportunas, quando estejam em causa a qualidade de vida das pessoas e a satisfação das suas necessidades básicas.

Apolinário Pinto
Maianga

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