Opinião

Cartas dos Leitores

Campanha de vacinação Vivo em Cacuaco e escrevo para o Jornal de Angola para falar um bocado sobre as campanhas de vacina contra a raiva, que nunca mais tivemos na dimensão e ritmo de há algum tempo.

17/12/2019  Última atualização 09H22

 

Sei que, a nível de Cacuaco, tem havido algumas campanhas de vacinação, mas muito irregulares no tempo e na cobertura, bem como campanhas de recolha de cães vadios. É verdade que hoje melhorou um bocado, mas a população canina em Cacuaco, como de resto um pouco por toda Luanda, aumenta a cada dia que passa e a vulnerabilidade das pessoas perante os cães vadios aumenta igualmente.
Há muito animal a vaguear ao lado das pessoas, sobretudo crianças, razão pela qual muito provavelmente as razões para a existência de campanhas de vacinação deviam aumentar, nos moldes em que se fazia no passado. Julgo e é importante sermos mais proactivos na contenção ou controlo de outras doenças também, algumas endémicas, e que deviam já merecer outras abordagens. Falo concretamente da malária, uma epidemia considerada endémica em Angola e que devia conhecer níveis de combate mais ousados e eficazes. As famílias, os hospitais e sobretudo as nossas universidades deviam servir como verdadeiros centros de saber científico para melhorar na contenção e controlo da doença. Não faz sentido que em determinados bairros de Luanda, como por exemplo no Rangel, que a malária continue com os mesmos níveis de endemia, sem que nada se faça.
É verdade que algumas situações ligadas ao saneamento também acabam por complicar todos os esforços para o controlo e contenção da doença. As águas salobras, que infestam casas e ruas na localidade do Rangel, constituem desafios enormes na redução da taxa de infecção da referida doença.

Alberto Contreiras
Cacuaco


Défice de energia

Já muito se falou, aqui neste espaço, sobre o défice de fornecimento de energia, uma realidade que começa a tornar-se cada vez mais rara. Há algum tempo, dizia-se que o país iria conhecer uma redução significativa no défice de energia que vive, mas tudo indica que esse tempo está ainda por chegar. O diferencial entre a energia que se distribui em Luanda e os consumidores que ficam privados da mesma é ainda muito grande. É verdade que, relativamente à produção, o país já produz uma quantidade de MW que não fazia no passado. Mas estamos ainda longe dos números que satisfazem as famílias e empresas, na medida em que os níveis de consumo continuam a subir dia após dia.
Numa altura em que o país luta para produzir quantidades de energia que sirvam as comunidades, é bom que nos concentremos na garantia de electricidade para todos. As comunidades fronteiriças, que dependem de países vizinhos para ter energia, deviam ser as primeiras beneficiadas porque o país não pode se dar ao luxo de ter capacidade para fornecer energia e continuar a comprar.
Com a capacidade energética que Angola possui, não faz sentido que se continue a contar com países vizinhos para fornecermos energia eléctrica às nossas localidades fronteiriças. Devemos fazer esforços para que os investimentos que o Estado faz sirvam para reduzir o défice de energia em todo o país.

Patrício Mbumba
Cafunfo

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