Opinião

Cartas dos Leitores

Estabilidade no Sael Há dias, li uma extensa reportagem de uma revista internacional sobre a instabilidade e terrorismo que vivem os países do Sael, com maior particularidade para os Estados como o Mali, Burquina Faso. Eu fiquei completamente preocupado com o seu conteúdo, com as análises e as perspectivas que os articulistas expuseram, evocando números e factos que deviam levar as lideranças á tomada de decisões.

25/12/2019  Última atualização 08H15

Parece existir um completo descaso sobre o que se está a passar naquela zona, envolvendo territórios do Mali, Burquina Faso, Níger, onde vários grupos terroristas e chefes locais parecem disputar todos os mesmos “espaços vitais”.
Tratando-se de territórios extensos, sem presença administrativa do Estado, fronteiras extremamente porosas, não há dúvidas de que em determinada parte do Sael começam a ser criadas condições para a implantação de um novo Afeganistão em África.
Segundo a reportagem da prestigiada revista editada em França, no Burquina Faso, os terroristas estão a testar, eventualmente a capacidade de resposta das autoridades, com sucessivos ataques, e parecem convencerem-se de que podem continuar a a impor a sua agenda. Em determinadas regiões do leste do país, em que as forças armadas e a polícia não entram, são os vários grupos terroristas, alguns filiados da Al-Qaeda, Estado Islâmico e chefes tribais locais, que determinam o curso dos acontecimentos. Essas entidades infra-estatais, estão a comportar-se como verdadeiros Estados dentro do Estado.
As populações começam a adaptar-se aos ditames impostos por essas entidades. Acho que a CEDEAO e demais instituições regionais e continentais deviam juntar esforços para inviabilizarem a agenda dos grupos que se pretendem instalar nos territórios que compreendem aqueles países.


Arménio Guimarães
Zamba II


Bairros novos

Sou morador de um bairro novo lá para os lados do Zango III, dois a três quilómetros depois do chamado “condomínio da Polícia" e escrevo pela primeira vez para o Jornal de Angola para abordar um pouco sobre policiamento, esquadras móveis e tranquilidade pública. Embora seja uma zona nova, com construções novas, habitantes novos e pouco povoada, a inexistência de energia eléctrica, associada à densa vegetação que circunda as casas e as vias de terra batida, urge garantir a segurança para uma mobilidade estável e segura das populações. Quer dizer, sobretudo ali onde as condições assim o exijam, podia se optar pelo patrulhamento apeado constante por forma a desencorajar os meliantes no exercício das suas actividades anti-sociais. Há bairros novos que surgem e se expandem a uma velocidade nem sempre acompanhada por serviços de entidades relevantes como a Polícia Nacional cuja tarefa de prover a ordem, segurança e tranquilidade públicas não tem substitutos directos.
É verdade que não temos ainda um rácio agente da polícia por habitante que satisfaça, mas, em todo o caso, grande parte do papel da Polícia Nacional depende também do que as populações podem fazer.

Hermenegildo Veríssimo

Vila Alice

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