Opinião

Cartas dos Leitores

Prevenção de doenças Vivo no Zango IV e escrevo para “falar” um bocado sobre as campanhas de vacinação e as vacinas que nunca encontramos nas unidades hospitalares.

27/12/2019  Última atualização 09H18


A varíola, a HPV, a hepatite B e C são doenças que já possuem vacinas preveníveis, mas que infelizmente não encontramos nas unidades hospitalares. Antigamente, as campanhas de vacina eram regulares, embora as relacionadas com a pólio, BCG e outras têm sido cobertas. É verdade que hoje melhorou muito o acesso aos cuidados de saúde, razão pela qual, muito provavelmente, as razões para a existência de campanhas de vacinação, nos moldes em que se faziam no passado, não faça muito sentido. No entanto, julgo que devíamos ser mais proactivos na contenção ou controlo de determinadas doenças, algumas endémicas, e que deviam já merecer outras abordagens.
Falo concretamente da malária, uma epidemia considerada endémica em Angola e que devia conhecer níveis de combate mais ousados e eficazes. As famílias, os hospitais e sobretudo as nossas universidades deviam servir como verdadeiros centros de saber científico para melhorar na contenção e controlo de doenças. Não faz sentido que determinadas vacinas, particularmente daquelas doenças mencionadas acima não estejam ou não constem dos calendários normais das unidades hospitalares, sendo disponíveis para as populações.
Estranhamente, nas unidades privadas é possível encontrar as mesmas vacinas e a preços incomportáveis. Não pode ser porque o problema da prevenção de doenças é, também, fundamentalmente um assunto de Estado. Espero que haja alguma mudança na estratégia do Estado para conter determinadas doenças, da mesma forma como fazemos contra a pólio em que, claramente, notamos um engajamento do Estado e das suas instituições.

Laura Gonçalves

Cacuaco

 

A nossa energia

Já muito se falou sobre a produção e distribuição de energia, sendo esta a razão que me leva a “lavrar” estas modestas linhas para, entre outras coisas, “falar” sobre a quantidade e qualidade de electricidade que é fornecida à cidade de Luanda. Primeiro, lembrar que Luanda está a caminho de 10 milhões de habitantes e os níveis de consumo aproximam-se, pelo menos em termos de necessidade, dos cinco mil Megawatts (MW), em minha opinião.
A dada altura, havia expectativa de que com o Projecto Hidroeléctrico de Laúca e a construção de outros projectos, o país podia ver minimizado o défice de energia. Mas para o caso de Luanda, o maior centro de consumo de energia, acho que os níveis de produção que as centrais em construção tendem a produzir, provavelmente, servirão para cobrir o défice.
O diferencial entre a energia que se distribui em Luanda em relação aos consumidores que ficam privados da mesma é ainda muito grande. É verdade que, relativamente à produção, o país já produz uma quantidade de MW que não fazia no passado.
Mas, estamos ainda longe dos números que satisfazem as famílias e empresas, na medida em que os níveis de consumo continuam a subir de dia para a dia. Numa altura em que o país luta para produzir quantidades de energia que sirvam as comunidades, é bom que nos concentremos na garantia de electricidade para todos.

Fernando Vicente
Viana

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