Opinião

Cartas dos Leitores

Obra da natureza A chuva é obra da natureza e começo assim a minha singela missiva, dirigida a este jornal, para desmistificar as queixas das pessoas sobre os efeitos das quedas pluviométricas. Todos os dias, ouvimos as pessoas a alegarem que as chuvas não deviam cair em determinadas circunstâncias e em certas horas do dia, como se elas tivessem de fazer esse controlo.

31/12/2019  Última atualização 08H02


Diz-se que as chuvas não deviam cair em determinadas localidades em detrimento de outras onde alegadamente elas sejam mais necessárias.
Naturalmente, chega a ser normal essa reacção porque as pessoas desejam apenas que as chuvas não façam vítimas, não destruam bens, mas obviamente que tais alegações não correspondem à verdade.
Afinal e como todos sabemos, a chuva é obra da natureza, providenciada aos seres humanos como o sol, a sombra, o frio, o calor e outros factores climatéricos que fazem parte da vida no planeta.
Em todo o caso, cabe aos seres humanos adaptarem-se a ela, prevenindo-se da mesma em tempo seco e não o contrário. Muitas vezes, as pessoas pretendem fazer face aos efeitos das chuvas em plena época das quedas pluviométricas. Acho que devemos ser mais ponderados, inclusive na hora de procurar espaço para a construção ou para arrendar, falando dos bairros mais ou menos acidentados. Termino a breve carta, desejando que as chuvas continuem a cair porque, afinal, há regiões aqui na terra em que não cai chuva, logo não faz sentido que nas outras as pessoas estejam a desejar o contrário.

Isabel Paiva
Sambizanga


O nosso petróleo

Embora haja vozes que continuam a defender que é preciso que o país se livre, um bocado ou na totalidade, da dependência do petróleo, acho que deve ser agora que se deve planificar isso.
Sabemos todos que os países mais industrializados estão a avançar para a chamada neutralidade carbónica, entendida como uma fase em que as fontes que alimentam a atmosfera com gases com efeito de estufa deixarão de existir para dar lugar às energias limpas.
É verdade que para os países africanos vai levar ainda muito tempo até que essa desejada realidade se efective, na medida em que em muitos países menos avançados os combustíveis fósseis passarão ainda a fazer parte da realidade económica de muitos países.
O petróleo continua a desempenhar um papel quase que insubstituível até agora para muitos desses países, numa altura em que não se vislumbra para já um produto sucedâneo.
É verdade que os países devem optar sempre pela sustentabilidade na exploração dos recursos, mas não há dúvidas de que vão ainda precisar de uma fase de adaptação que os leve a prepararem-se melhor. Não estou a ver Angola, o querido país, a abdicar já do petróleo assim tão cedo.
Não que não seja possível, mas que seja necessário uma fase de adaptação, isso é uma verdade. Angola, tal como os outros países, não tem solução se não aderir aos novos ventos.


Amílcar Rocha, Bairro Operário

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