Opinião

Cartas dos Leitores

Calemba II Vivo no bairro da Calemba II, o que me leva escrever esta carta ao Jornal de Angola, é falta de água no bairro. Há dias foi visitar os meus parentes, num bairro próximo, onde pude constatar a falta crónica de água naquela área. O bairro está habitado, mas consegui sentir na pele o drama daquelas famílias por causa da falta de liquido precioso. Sei que o bairro está a crescer a cada dia que passa. Os moradores estão agastados porque há mais de três anos que vivem sem o líquido precioso.

07/01/2020  Última atualização 08H20


As famílias são obrigadas a comprar uma cisterna de água no valor de 15 ou 20 mil kwanzas, para atestar os tanques construídos nos quinais. O consumo desta água dos tanques pode ser prejudicial à saúde.
Diz-se que há projectos para área, nomeadamente a instalação de canalização, mas nada se vê até agora e, assim sendo, as pessoas não têm alternativa à construção de tanques ou recurso às chamadas “kupapatas”. Espero que as entidades competentes consigam materializar o referido projecto aqui onde resido, bem como em toda a província de Luanda porque só com água regularmente fornecida é que teremos vida condigna. Água é vida e por isso, segundo uma avaliação do Banco Mundial, um dólar gasto em água são quatro poupados em cuidados médicos. A possibilidade das pessoas viverem próximas da água é uma grande vantagem.
Não sei se este projecto de distribuição de água ainda vai dar sequência de ligações de casa a casa. A falta de água potável nos bairros novos constitui um problema sério, razão pela qual há toda necessidade de se trabalhar muito para providenciarmos água para todos, conforme os Objectvos do Desenvolvimento do Milénio.

Mateus Andrade
Calemba II

 

Bacia de retenção

Vivo no Zango há mais de cinco anos e escrevo para o Jornal de Angola, para falar sobre a bacia de retenção de águas pluviais da EPAL, no Zango 1. Ela está sem as barras metálicas de protecção, realidade que aumenta o perigo e fatalidade a julgar pelo número de crianças e adultos que ali circula. Esse perigo aumenta de noite porque, como se sabe, a zona não é iluminada. Este bacia de retenção de águas pluviais, está sem protecção há mais de dois anos, que constitui um perigo para os munícipes do distrito urbano do Zango.
Os moradores estão agastados com a situação, o buraco está sem vedação e neste tempo chuvoso causa problemas de saúde. Quando fica cheio, as águas transbordam e, às vezes, chega a desalojar os moradores que vivem mais próximos, e anualmente tem se registado mortalidade de crianças e adultos.
A falta de uma bacia de retenção de água acelera a degradação da via devido à falta de drenagem das águas pluviais.
A administração do Zango, em minha opinião, devia ser responsabilizada pelos danos que pode surgir, incluindo as perdas de vida humana, na medida em que ninguém faz nada. Pelo menos a vedação não faltava, vedar este espaço é trabalho que devia conhecer alguma prioridade.

Alberto Domingos
Zango II

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