Opinião

Cartas do Leitor

Linhas de água Escrevo pela primeira vez para o Jornal de Angola para abordar a “maka” das linhas de água que, em muitas localidades, estão obstruídas pelas construções anárquicas. Acho que para a salvaguarda da vida, dos bens públicos e privados era bom que as entidades públicas, administrações municipais e comunais, com a ajuda das unidades técnicas, removessem os obstáculos nas linhas de água. Mesmo que esses obstáculos forem casas já erguidas e já habitadas, acho que devem ser removidas para se evitarem os problemas que se registam. Na verdade, a obstrução das linhas de água constitui um grande problema não apenas de saneamento, mas igualmente de segurança das comunidades. Afinal de contas, muitas casas, ruas e instalações públicas inundam por causa do estado em que se encontram as linhas de água residuais. Há áreas no Cazenga e em Viana, cujas linhas de água nem sequer existem, que passam muito mal nas épocas de chuvas de grande dimensão. Acho que está na hora de uma espécie de um novo ordenamento do território, nem que para isso seja necessário “partir” centenas de casas. O Estado que se responsabilize depois com o realojamento das famílias afectadas. Trata-se de iniciativas que vão contribuir para a melhoria da vida de todos. Espero que o conteúdo desta carta sirva para a reflexão e a tomada de decisões por parte das entidades investidas de poder. Eduardo Gomes| Caála

21/11/2019  Última atualização 09H22

Esquadra móvel
Sou morador de um bairro novo, lá para os lados da Terra Vermelha, Cazenga, aqui em Luanda e escrevo pela primeira vez para o Jornal de Angola para abordar um bocado sobre policiamento, esquadras móveis e tranquilidade pública. Sei que muito já se escreveu sobre as esquadras móveis que, na minha modesta maneira de ver as coisas, deviam estar disseminadas um pouco por todos os bairros.
Quer dizer, sobretudo, ali onde as condições assim o exijam. Podia se optar pelo patrulhamento apeado constante por forma a desencorajar os meliantes no exercício das suas actividades anti-sociais.
Há bairros novos que surgem e se expandem a uma velocidade que nem sempre é acompanhada por serviços de entidades relevantes como a Polícia Nacional, cuja tarefa de prover a ordem, segurança e tranquilidade públicas não tem substitutos directos.
É verdade que não temos ainda um rácio agente da Polícia por habitante que satisfaça, mas, em todo o caso, grande parte do papel da Polícia Nacional depende, também, do que as populações podem fazer.
Ao contrário do que muitos defendem, que a Polícia deve fazer tudo para assegurar a ordem pública, na verdade, as populações e as pessoas individualmente podem, também, jogar um papel importante neste aspecto.
Entendo que por mais que a Polícia Nacional desempenhe o papel que todos esperamos, não há dúvidas de que a colaboração popular, traduzida na participação regular, rigorosa e atempada, é quase sempre determinante.
Teresa Afonso| Terra Vermelha

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