Economia

Carregamento de carvão e madeira é apreendido

Fiscais do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF) apreenderam 980 sacos de carvão com um peso total de 39 toneladas e 120 toros de eucalipto durante uma operação desenvolvida há uma semana no Zenza-do-Itombe, Cuanza-Norte, apurou ontem o Jornal de Angola.

20/09/2019  Última atualização 11H08
Rafael Tati | Edições Novembro © Fotografia por: Madeira apreendida atinge quantidades consideráveis

A mercadoria tinha origem em várias províncias, contando-se o Moxico, Lunda-Sul, Lunda-Norte, Malanje, Mussende (no Cuanza-Sul), Cuanza-Norte e Huambo, e era transportada em dez camiões (nove contentorizados de 40 pés e um de caixa fixa de 18 toneladas), tendo como destino os mercados do Quicolo e Asa Branca, em Luanda.

Segundo apurou a nossa reportagem, a produção ilegal de carvão vegetal e o corte de madeira intensificou nestas regiões do país durante a desactivação dos principais controlos policiais ao longo da Estrada Nacional 230 A e B, bem como ao longo da 120, que liga Luanda ao Centro e Sul de Angola.
Imaculada da Conceição, dona da carga de carvão, indicou que o carregamento era proveniente do Mussende e ocorria com plena consciência de que se tratava de um crime ambiental, mas alega ter procurado os serviços do IDF para obter uma licença de exploração dos derivados da madeira sem ter um resultado positivo.
A dona da carga apreendida disse estar envolvida nessa actividade há cerca de seis meses, depois de ter empregue 200 mil Kwanzas na compra destes 90 sacos de carvão, adquiridos a um preço unitário de entre 1 200 e 1 800 kwanzas no local da queima, para serem revendidos no Quicolo e Asa Branca de 3 200 a 4 500 kwanzas.
O chefe de IDF no Cuanza-Norte, Rosário Teixeira, notou que, desde o encerramento dos controlos naquela região, esta foi a maior apreensão de derivados florestais, advertindo que os implicados estão sujeitos a uma multa que ronda aos 336 mil kwanzas.

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