Política

Carolina Cerqueira reafirma importância da Bienal de Luanda

Analtino Santos

Jornalista

O Executivo angolano reforçou, segunda-feira (29), em Luanda, o seu compromisso com a paz, fruto da realização da segunda edição do Fórum Pan-Africano da Cultura da Paz (Bienal de Luanda), que termina esta terça-feira (30) na capital do país, e outras actividades promotoras deste bem mundial.

30/11/2021  Última atualização 08H38
Carolina Cerqueira teve encontro com responsável da UNESCO © Fotografia por: Rafael Tati | Edições Novembro
A constatação foi feita pela ministra de Estado para a Área Social, Carolina Cerqueira, durante um encontro de cortesia com o presidente da Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), Santiago Mourão.

A governante reiterou a disponibilidade manifestada pelo Presidente da República, João Lourenço, em o país realizar as próximas edições da Bienal e actividades que estimulam a cultura da paz.

Santiago Mourão manifestou a satisfação pela integração de Angola no Conselho Executivo da UNESCO, tendo assegurado que enriquecerá o debate. Agradeceu o gesto do Governo angolano em manter o evento em Luanda, pois como sublinhou "a paz é algo central, Angola recupera uma ideia que nasceu em África e congrega países africanos e não só, para reflectir a necessidade e desenvolver a cultura da paz”.

Santiago Mourão destacou o facto deste ano a juventude merecer um papel central, porque será  ela  que levará a diante o diálogo da paz, neste momento em que o mundo está na incerteza.

O também embaixador do Brasil junto a UNESCO fez um balanço positivo da organização da Bienal e pelo facto de Angola ter realizado um evento de forma presencial, tendo pedido maior coesão entre os membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e juntos identificar áreas de desenvolvimento de programas em comum.

A embaixadora de Angola junto da Unesco, Ana Maria de Oliveira, presente no encontro, falou desta nova missão de Estado. A preocupação da integração de quadros angolanos junto da organização e o processo de classificação de Mbanza Kongo como Património da Humanidade são algumas das prioridades do Governo angolano.

A diplomata reconheceu que o Angola deve cumprir com algumas das recomendações dos peritos da UNES-CO e depois de consumado proporcionará que mais patrimónios nacionais sigam este caminho.

  País mostra desafios no evento

A inauguração do pavilhão de Angola, nas instalações do Arquivo Nacional, no bairro Camama, município de Belas, marcou, segunda-feira , o terceiro dia de trabalhos do Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz, que decorre até esta terça (30).

Na exposição, bastante concorrida, Angola mostra os desafios do aproveitamento  dos  oceanos e a cultura axiluanda dos povos ilhéus, com a representação física de uma barca pesqueira, bem como as artes africanas no feminino.

No pavilhão angolano, com mais de cem jovens angolanos e outros tantos em representação da diáspora africana, são apresentados alguns projectos em curso no país, nomeadamente, o de Fortalecimento da Protecção Social "Kwenda”, Plano de Acção para Promoção da Empregabilidade (PAPE), de protecção dos mangais e de aproveitamento costeiro da corrente balneária de Benguela.

De modo virtual, os jovens "beberam”, ontem, de especialistas experiências nos domínios das artes, cultura e do património para uma paz sustentável  no continente africano. Nas dissertações, os peritos olharam um pouco para aquilo que deve ser o apoio a prestar aos artistas africanos e às indústrias culturais, para uma recuperação económica inclusiva e sustentável dos Estados de África.

"A África e suas diásporas face aos conflitos, crises e desigualdades” foi dos temas mais concorridos ontem, tendo algumas vozes defendido que os factores que hoje separam o continente podem ser utilizados como activos de unidade africana. Citaram como exemplo as questões étnicas e religiosas.

Os trabalhos de ontem encerraram com diversas actividades culturais. Foram exibidos os "activos” culturais angolanos, que compreendem, sobretudo, a moda e o artesanato.

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