Entrevista

Carlos Serrano: “Decidi ser angolano quando peguei o Jornal Cultura de 1960”

Gaspar Micolo

Autor do estudo “Angola - Nascimento de uma Nação”, Carlos Serrano é antropólogo e professor aposentado do Departamento de Antropologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP), e é um dos oradores da primeira Conferência Internacional sobre a História de Angola.

25/11/2022  Última atualização 08H40
© Fotografia por: Raimundo Mbiya| Edições de Novembro

 Nacionalista que privou com muitos companheiros em Argel, entre os quais Viriato da Cruz, o académico acabou por se fixar no Brasil, contribuindo para a investigação sobre temas de África. Numa longa conversa, cuja primeira parte publicamos agora, passa em revista o seu percurso e o projecto de publicação de uma colectânea dos seus artigos dispersos em revistas académicas. Nascido em Cabinda, em Janeiro de 1942, diz que teve que datar o momento em que decidiu ser angolano. " Decidi ser angolano quando peguei o jornal Cultura de 1960. Estavam lá artigos dos mais velhos todos, Luandino, Costa Andrade, Henrique Abranches, etc. Guardo até hoje esse jornal de 1960. Foi nessa data que eu comecei a ter um imaginário mais completo sobre a identidade angolana”

Soubemos que andou doente. Como está agora?

Tive que parar tudo. Tive um cancro e fiquei muito doente. Fui submetido a um tratamento violento. Perdi muita massa muscular. Aí tive mesmo que parar tudo, definitivamente. Não falava, não dava entrevistas...

 Foi nesta altura em que tentámos ter a primeira entrevista consigo...

Sim, deve ser. E peço desculpas por isso. Eu fiquei fora do circuito académico. É que a minha cabeça não estava boa (risos). Agora é que me estou a sentir vivo, ultimamente. Ainda não estou muito bem. Visito o médico de seis em seis meses, e diz que está tudo bem. Felizmente estou a sentir-me bem. Só vir aqui e apanhar em sol da praia de Luanda já me deixa muito feliz. Estou recarregando as baterias.

 O que tem feito depois de ter deixado de trabalhar?

Bom, fiquei aposentado, mas mantinha algumas actividades, e fui deixando aos poucos. Retomo de vez em quando, sobretudo conversas, debates, etc.,  e algumas até mesmo pela Internet. Mas pouca coisa já. Até já parei de escrever. Quero é só compilar todos os meus artigos científicos num livro. São trabalhos que durante os últimos anos publiquei em revistas diversas.

São artigos ligados à História de Angola?

Sim, História, Antropologia, tudo relacionado com Angola. Algumas coisas sobre provérbios de Cabinda; fiz alguns trabalhos de pesquisa em Cabinda, que aliás resultaram no meu primeiro livro (Os Senhores da Terra e os Homens do Mar, editora Kilombelombe). Escrevi muitas coisas dispersas.


Aliás enquanto director do Centro de Estudos Africanos (CEA-USP) integrou o corpo editorial de diversas revistas.

Sim, publiquei em muitas revistas. E agora estou a compilar tudo. Dá num livro razoável, bom. É a última publicação que eu vou fazer, talvez!

E ainda não tem previsão?

Não tenho. Preciso de mandar informatizar pois estão todos em revistas imprensas. Tenho é cópias dos artigos das revistas. Preciso de arrumar tudo de modo editável.

Quantos artigos é que vai compilar?

Seleccionei aí uns quarenta. Não é muito. Preciso muito fazer isso porque a gente às vezes fala uma coisa ou escreve coisas sem saber o destino. E, hoje, à distância do tempo, vejo que são significativos para mim e para muita gente, pois são todos relacionados com África, sobretudo Angola. Outra tarefa que estou a pensar em fazer é escrever um livro, que eu nunca fiz mas tenho material todo, sobre a linguagem proverbial de Cabinda. Tem muitos livros sobre isso, mas eu quero escrever o meu. E dar o meu ponto de vista. Acho que talvez faça um esforço, talvez. Não sei como vai ser o ânimo.

 Mas já tem a ideia do que pretende defender como seu?

Sim, já tenho até o sumário. Agora é preciso pôr no papel. Não sei se é por ser de Cabinda, mas eu sou muito preguiçoso. Deve ser do calor da terra. Eu sempre faço as coisas, mas faço devagar. Há pessoas que mergulham e escrevem de uma vez só. Mas é preciso pensar, reflectir! Quando escrevo, se não concordo com uma série de coisas já escritas, elimino. Enfim, o meu modo de trabalhar é devagar.

 Há quanto tempo é que não vem a Luanda?

A última vez que estive em Luanda foi em 2009 para receber o Prémio Nacional de Cultura e Artes, na categoria de Investigação em Ciências Humanas e Sociais. Foi rapidamente. Eu vim, recebi o prémio e fui embora.

Como se sentiu quando foi reconhecido pelo seu trabalho no seu país?

Olha, eu estava em casa a ver os e-mails e vi um de um amigo que não me escrevia. Era o Fernando Pacheco, o agrónomo, a avisar que tinha acabado de receber o prémio. Eu não sabia de nada. Fui pesquisar e vi que estava mesmo entre os premiados. Fiquei muito contente, mas ao mesmo tempo chateado.

 Porquê?

Ora, foi naquele prémio que eliminaram o Viriato da Cruz. Eu fiquei chateado. Eu era muito amigo do Viriato. Acho que sou o último viriatista que existe por aí (risos)! O meu livro está dedicado ao Viriato (Angola - Nascimento de uma nação: um estudo sobre a construção da identidade nacional, editora Kilombelombe). A dedicatória é sempre feita aos mais velhos. Há neste livro material sobre Mário Pinto de Andrade, Viriato da Cruz, António Jacinto, etc. São pessoas que eu conheci; intelectuais que não podem ser esquecidos. Estão bem presentes na história de Angola. O que me agradou é o facto de haver no júri dois Cabindas, que conhecia de nome mas não pessoalmente. Era o Mário Pinto de Andrade, sobrinho do velho Mário Pinto de Andrade, que nasceu em Cabinda por acaso, o pai era funcionário público e aí nasceu. E outro Cabinda no júri era a Amélia da Lomba.

Pesquisou muito sobre os membros do júri?

Sim, fiquei a saber dos desdobramentos. Soube mesmo que o antigo Presidente José Eduardo dos Santos mandou o grupo para o comité do partido, para uma área ideológica, para saber se podia dar o prémio ao Viriato ou não. O pequeno comité era formado por Dino Matross, que conheço pessoalmente, França Ndalu, Paulo Teixeira Jorge, e mais alguém. Dizem que aquilo ficou mais ou menos dividido: dois eram contra e dois eram a favor. Mas houve uma decisão não sei de quem, não sei se foi do Presidente, e barraram o prémio. Agora fiquei contente porque deram o prémio postumamente. Corrigiram a coisa, está óptimo! Temos que esquecer as makas do passado.

 E é isso que se percebe ao ler o seu livro "Nascimento de uma Nação”, ou seja, apesar de todas as contradições e desavenças, todos contribuíram para construção desta identidade nacional.

Pois é! É isso mesmo. Eu quis mostrar isso no meu trabalho. Todos eram importantes. Eu quando tenho que citar o Presidente Agostinho Neto faço sem problemas, apesar de eu ter sido viriatista na fase mais difícil do MPLA. Cito Agostinho Neto porque disse coisas importantíssimas. Tem dois documentos de Agostinho Neto que eu faço questão de citar sempre nos meus trabalhos. O primeiro, muito antes da luta armada, foi uma conferência que deu sobre literatura negra na Casa dos Estudantes do Império. O documento foi republicado no Jornal Cultura, da Sociedade Cultural de Angola, de Maio de 1960. Era um jornal feito em papel offset, muito bonito. No dia em que Neto fez essa conferência a Casa dos Estudantes do Império estava lotada, eu ainda não estava lá nesta altura. Mas cheguei a frequentar a casa depois. Perguntaram-se uma vez quando é que decidi ser angolano, já que não havia independência.

E como respondeu?

Respondi que já tinha pensado várias vezes nesta questão. E que precisavam datar isso, pois não havia o país Angola (independente), havia é uma nação na consciência dos intelectuais, era apenas o imaginário de juventude. Então, eu decidi ser angolano quando peguei esse Jornal Cultura de 1960, que me acompanha até hoje. Sempre foi o meu bilhete de identidade, fosse ou não no exílio. O que eu li aí me deixou boquiaberto. Eu disse assim: "oh, isto é Angola”, não é Portugal. Acabou. Estavam lá artigos dos mais velhos todos, Luandino, Costa Andrade, Henrique Abranches, etc. Tinha artigo de toda gente, era um número especial. Nunca tinha lido um jornal com isso. Era uma mensagem que se estava a passar. Guardo até hoje esse jornal de 1960. Foi nessa data que eu comecei a ter um imaginário mais completo sobre a identidade angolana.

 "No "Vamos Descobrir Angola” as pessoas começaram a falar sobre si mesmas, a ignorar o colono”

Mas as revoltas também ajudaram a construir este sentimento de pertença...

Sim. Uma vez num congresso sobre Linguística alguém referiu que não existia uma língua do angolano na literatura. Ora, esse imaginário surge muito antes das próprias literaturas, era fragmentado, mas eram já ideias que se construíam devido a revoltas. Eu mesmo quando era menino em Cabinda brincava no meu quintal e andava com outros meninos, entre brancos, negros, mulatos. Eu tenho publicado fotografias e informações no Facebook que deixa as pessoas admiradas. A minha família é multiracial. E, além disso, os mais velhos sempre me criticavam, quando criança, por falar mal o português. Diziam que eu falava o "pretoguês”, e isso me revoltava. Mas também me levava a dar conta que eu não era igual aos outros. Eu vi isso depois num conto do Arnaldo Santos em que a personagem Vitória, uma professora mulata, se comporta à maneira dos portugueses, e contrapunha-se a Pedro. Era a mesma experiência. Eu sublinho sempre a não presença do branco na literatura, e vou falar disso hoje na conferência. As personagens são africanas. No "Vamos Descobrir Angola” as pessoas começaram a falar sobre si mesmas, a ignorar o colono. E este é um momento de autenticidade, de reflexão, em que as pessoas se identificam com o lugar. Antes da Independência, Angola já existia, existia a partir do momento em que as pessoas tomaram conta da consciência histórica, do sentimento de pertença.

 Como foi a sua passagem na casa dos Estudantes do Império?

Foi muito importante para mim passar pela Casa dos Estudantes do Império (CEI). As pessoas se reuniam, debatiam. Foi muito importante. Eu era um assíduo da Casa, tanto mais que chegava a faltar às aulas para estar naquele ambiente. Já se falava das lutas de libertação que estavam a ser desencadeadas nas colónias e todo o mundo, de uma ou de outra maneira, queria se engajar mesmo, que fosse dentro de uma certa legalidade, sendo que a CEI dava essa certa legalidade, através de publicações na revista Mensagem, palestras, encontros etc.

 Mas como é que chega a Lisboa?

Eu nasci em Cabinda, em Janeiro de 1942. Fiz os estudos secundários no Sul de Angola, perto do Lubango, na Escola de Regentes Agrícolas do Tchivinguiro. Ao todo, passei uns seis anos no Sul de Angola, onde fiz todo o curso secundário. E já com idade de prestar o serviço militar, em 1962, numa altura em que já tinha iniciado a luta armada em Angola, eu pedi a transferência das obrigações militares para Portugal, vendo assim a possibilidade de dar continuidade aos estudos em nível superior numa universidade. Nesta época não havia universidade em Angola, seria criada pouco tempo depois, em 1963, com os Estudos Gerais Universitários. Com isso, adiei a possibilidade de me mobilizarem para guerra, uma guerra colonial com a qual não estava de acordo, antes pelo contrário: eu estava de acordo com a guerra de libertação nacional, com a guerra nacionalista. Não tinha como lutar contra Angola.

 E depois acaba então na Argélia com outros nacionalistas...

Sim, e naquela altura não entrava qualquer pessoa na Argélia. Argel era capital da revolução para toda África. Eu cheguei a conhecer um jovem da minha idade que era da Frente de Libertação do Quebec (risos). Andei a pesquisar depois e vi notícias sobre ele que davam conta que morreu em Paris, há alguns anos. E conheci também um presidente do partido de libertação das Ilhas Canárias, os espanhóis conheciam-no bem. E Argel era isso: recebia pessoas de todo  o mundo que lutavam pela libertação dos seus países. E eu era um jovem nesta altura, tinha 20 ou 21 anos. Era o gajo mais jovem. Estava lá também o Pepetela, embora ele achasse que era o mais novo. Não, eu é que era o mais novo. Eu nasci em Janeiro de 1942, e ele em Outubro de 1941. Temos alguns meses de diferença. Havia lá também uma rapariga, quase da minha idade, mas era mais velha, Maria do Céu do Carmo Reis, era historiadora, foi companheira do Mário Pinto de Andrade. O filho dela, que conheci ainda bebé na Argélia, é professor da universidade aqui...

 Fidel Reis, também é historiador, é autor do livro "Era uma vez: o campo político angolano, 1950-1965”...

Sim. Ainda não consegui comprar o livro dele. Quero passar em algumas livrarias para comprar alguns livros. E talvez encontre esse livro do Fidel Reis. Eu andei com ele no colo. Bom, isso é para dizer que já sou mais velho (risos)!

 E já pode falar à vontade.

Claro. Mas essa geração nova tem que falar também, expor as suas ideias. Não estou a querer provocar nenhum rebuliço. As novas gerações precisam de ser agregadas. Aliás, no seu "Nascimento de uma Nação”, pode entender-se a importância do papel das novas gerações quando falara que a identidade deve estar sempre em construção e reconstrução. Veja, as pessoas dizem que a nossa identidade era de um momento dado, específico. Identidade não é uma coisa física, cristalizada, ela está sempre a construir-se. As coisas não param, vão sempre mudando, mas estão lá as raízes. Eu cito Viriato num determinado momento que diz mais ou menos assim, bom, não com estas palavras: "nós não estávamos contra os mais velhos, nós apoiávamos as posições dos mais velhos, que eram os nativistas”.

Primeiro encontro com Viriato da Cruz e a passagem por Argel

Regressando à sua passagem pela Argélia. O que acabou por fazer lá de concreto?

Depois de Paris, a minha intenção era tomar contacto com pessoas que estavam ligadas a projectos nacionalistas. Então, por intermédio de alguns contactos, consegui da Embaixada da Argélia em França um "laisser passer”. Na verdade, eu havia mantido dois contactos em Argel, sendo que o maior deles foi com um pessoal próximo ao MPLA, mas que não estavam dentro do MPLA. Por serem brancos ou mestiços, eles formaram uma Frente de Unidade Angolana (FUA), nomeadamente, Sócrates Dáskalos, que morreu e deixou um livro de memórias; Adelino Torres, Adolfo Maria, Maria do Céu Carlos dos Reis, Mario Nobre João e Pepetela. Esses talvez sejam os mais conhecidos, que já tinham feito esse itinerário que eu fiz por Paris um ano antes. Mas, uma semana anterior à minha chegada a Argel, havia uma racha na tal FUA. Lembro-me, inclusive, que o Sócrates me disse logo que eu cheguei: "Não sei o que é que vieste fazer, porque a FUA já não existe!”.

Quando chegou o FUA já tinha sido extinto. E o que acabou a fazer então?

Bom, eu fico na Argélia durante algum tempo. Trabalhei bastante em várias cooperativas. As cooperativas eram associações de autogestão dos patrimónios que, naquela altura, haviam sido abandonados pelos franceses. Os franceses desocuparam a Argélia e deixaram muita coisa quebrada, para não ser usada... ou simplesmente abandonaram as empresas. Primeiro, trabalhei numa cooperativa agrícola, em Blida, que fica a uns 40 ou 50 quilómetros de capital. Foi antes da ida a Blida que o Sócrates, com quem eu passei depois a ter uma relação mais próxima, disse-me: "Então, tu queres conhecer o Viriato da Cruz? Ele estará em casa do João Vieira Lopes, em Bufarik”. Bufarik era uma cidade que ficava a meio caminho entre Argel e Blida. E o João Vieira Lopes, depois de uma primeira briga que houve no MPLA, foi praticar medicina na Argélia, levando a família com ele. Então, em casa do Vieira Lopes, tive o meu primeiro contacto com o Viriato, que estava na Argélia quase que exilado. O Governo argelino deu-lhe protecção, a ele, a mulher e a filha. Mas havia toda uma animosidade. Ele não estava muito bem na Argélia, mas, em todo o caso, estava melhor lá: primeiro, porque era dissidente do MPLA e, segundo, apesar de estar próximo à FNLA, ele não confiava de jeito algum no Holden Roberto. Conversamos várias vezes e eu o tinha como um mais-velho...

 E qual foi a sua reacção quando conheceu Viriato da Cruz?

Para mim foi um choque. Eu era um rapaz, tinha 20 e poucos anos. Foi uma coisa fora do normal. Cheguei lá, o Viriato estava na casa do João Vieira Lopes, médico, e deu-se uma conversa generalizada. Falámos de tudo. Disse-lhe que líamos os poemas dele, na Casa dos Estudantes do Império ainda. E a Maria do Céu, estava lá, era professora e ia dar aulas em Bufarik, era muito amiga da Gina Vieira Lopes, mulher do João Vieira Lopes. Maria do Céu disse: "Viriato, vou declamar um poema seu”. Ela tinha decorado já algum tempo, ainda na Casa dos Estudantes do Império. Não me lembro agora o poema, mas foi daqueles fabulosos do Viriato. E ele ficou muito contente ao ver como as pessoas se lembravam da sua poesia. Ficou muito contente, mas ele já estava numa fase de luta, já tinha sido expulso.

 

"Ajudei a dactilografar um livro do Luandino”

O FUA daria lugar ao Centro de Estudos Angolanos em Argel. O que fazia lá?

Foi o Adolfo Maria que me convidou para pertencer ao CEA. Todo mundo tinha uma incumbência, a minha era gerir uma espécie de Departamento Cultural, virado para a literatura de Angola. E eu disse: "Vou pensar nisso”.

 Escolheram essa área em função do que fazia na Casa dos Estudantes do Império?

Ah, talvez. É que na Casa dos Estudantes do Império ajudei a publicar o  livro do Luandino. Ele tinha escrito o livro todo numa agenda, em letras miúdas. Eu cheguei a fazer parte do grupo que transcreveu aquela obra. Enquanto uns ditavam, os outros, com maior habilidade, iam dactilografando com muito cuidado. A gente se revezava e depois havia todo um trabalho de revisão. No fundo, com o Luandino preso naquela altura, a gente fazia um trabalho um tanto quanto clandestino. Porque as primeiras edições, tanto de "Luuanda” quanto de "Vidas novas”, foram edições clandestinas. Foi um trabalho colectivo, várias pessoas. A mulher dele, a Linda, é que tinha trazido o manuscrito.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Entrevista